Investigação a abusos sexuais na igreja de Braga arquivada por não se descobrir quem é o suspeito

21 nov, 21:18
Religião

Seminarista terá praticado sexo oral, anal e outros atos com familiar de 12 anos, sendo ainda suspeito de outros crimes com um jovem de 17 anos

O Ministério Público de Braga arquivou duas denúncias enviadas pela Comissão Independente que está a analisar os casos de abusos sexuais praticados por membros da Igreja Católica em Portugal, avança o jornal Observador. Tudo porque não foi possível identificar as vítimas ou o alegado agressor.

O alegado suspeito, um seminarista que também dava catequese, foi referido em duas denúncias que chegaram à organização liderada por Pedro Strecht, e que se referiam a casos de abuso sexual de menores e de importunação sexual sobre vítimas com 12 e 17 anos, em crimes alegadamente ocorridos em 2014 e 2015.

É um dos seis processos que acabaram arquivados pelo Ministério Público, que já recebeu 17 relatos diferentes ao todo.

A vítima de 12 anos será familiar do suspeito, que à data dos abusos tinha 24 anos. Os abusos terão ocorrido ao longo de um ano na casa do menor, onde o alegado agressor se deslocava para dar explicações.

“Praticou com o mesmo sexo oral, sexo anal, masturbação e manipulação dos órgãos sexuais”, referia a nota da comissão que chegou ao Ministério Público.

Já o segundo relato refere-se a um caso em que o seminarista visualizava filmes pornográficos com o menor de 17 anos, algo que ocorria no interior e no exterior da igreja, em atos que terão ocorrido “por vários anos”.

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