Caso Red Man: instrutor da GNR acusado de seis crimes por agressões

26 jan, 20:00
Instrutor da GNR acusado de seis crimes por agressões durante curso

A procuradora acredita que "o arguido agiu com consciência e vontade de molestar o corpo dos seus subordinados", quando os agrediu com um bastão extensível, durante uma formação da GNR, em 2018

O Ministério Público acusou um instrutor da GNR de seis crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física, na sequência do caso que ficou conhecido por "Red Man" - em que o militar surgia em imagens que foram captadas por telemóvel e divulgadas, em 2018, com um fato a agredir violentamente instruendos no curso de formação de GNR, em Portalegre. 

No despacho de acusação, a que a CNN e a TVI tiveram acesso, a procuradora diz que "o arguido agiu com consciência e vontade de molestar o corpo dos seus subordinados". A consequência foram vários ferimentos e lesões provocados às vítimas. 

Os crimes foram praticados durante o treino de bastão extensível. Algumas das vítimas, guardas provisórios, tiveram de ser assistidas no hospital e sujeitas a intervenções cirúrgicas.

Três anos depois o Ministério Público acusa João Semedo, o chamado "Red Man" da prova, de ser o autor material. Entende a magistrada que foi usado excesso de força, e é descrita a violência num caso: "(...) em resultado das pancadas desferidas pelo arguido... o formando começou a cambalear, não conseguindo ver de forma nítida."

Na altura dos factos, novembro e dezembro de 2018, o Ministério da Administração Interna anunciou a exoneração do responsável máximo da prova. No entanto, ao longo dos três anos da investigação, o alferes João Semedo, agora acusado, foi progredindo na carreira: é hoje segundo comandante do destacamento da GNR de Sintra. Foi punido com 121 dias de suspensão em abril do ano passado.

Quanto aos outros quatro arguidos, militares também responsáveis pela prova, foram ilibados.

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