Ministério quer que auditoria valide também a metodologia usada pelos serviços para a recolha dos dados
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação vai pedir uma auditoria externa aos dados dos serviços do Ministério em relação aos alunos sem aulas ao longo do ano letivo 2023/2024. Esta auditoria, lê-se no comunicado enviado às redações, tem também como objetivo “a validação da metodologia usada pelos serviços para a recolha dos dados”.
O pedido de auditoria surge na sequência da divulgação de dados errados sobre o número de alunos que não tinham tido aulas a pelo menos uma disciplina, tendo o ministério avançado, na semana passada, ao Expresso, uma redução de 90%, que afinal nunca aconteceu. Esta quinta-feira, o mesmo jornal, que pediu novos dados após suspeitas levantadas por Pedro Nuno Santos, revela que os alunos sem aulas a 22 de novembro de 2023 (ainda durante a governação do PS) eram 7.381 e no final do primeiro período eram 3.295 (ou seja, um número bem distinto dos 21 mil que o ministro disse - mas também superior aos 2.000 alegados pelo PS, ainda que aqui a disparidade dos dados seja bem menos expressiva).
O ministério liderado por Fernando Alexandre já veio pedir desculpa e admite agora que “tem consistentemente e de boa-fé utilizado os dados que foram produzidos e apresentados pelos serviços do Ministério da Educação, Ciência e Inovação”.
Ainda assim, o Ministério da Educação diz que “os novos dados continuam a confirmar uma drástica redução do número de alunos sem aulas” e que “o Governo vai prosseguir a implementação de medidas que mitiguem situações de alunos sem aulas, sobretudo por períodos prolongados, com prestação de contas no final do 1º período”.