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Ministro da Administração Interna já afastou 20 elementos da PSP e GNR

24 abr, 09:28
Luís Neves, ministro da Administração Interna (LUSA)

LUÍS NEVES INAUGUROU AS NOVAS INSTALAÇÕES DO COMANDO SUB-REGIONAL NA CIDADE DA GUARDA E ESTEVE NO ANIVERSÁRIO DA UNIDADE DE EMERGÊNCIA, PROTEÇÃO E SOCORRO DA GNR. À MARGEM, FALOU TAMBÉM AOS JORNALISTAS SOBRE OS DESPACHOS QUE ASSINOU PARA AFASTAR ELEMENTOS DAS FORÇAS DE SEGURANÇA QUE COMETERAM CRIMES:

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QUEM INCUMPRIR  SÓ TEM O CAMINHO DA EXPULSÃO, CONSIDEROU LUÍS NEVES.

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Processos estavam pendentes de decisão e foram considerados prioritários, tendo sido todos concluídos até 20 de abril

O ministro da Administração Interna revelou ter assinado vários despachos de expulsão de elementos das forças de segurança, garantindo uma atuação firme perante comportamentos desviantes. Desde que tomou posse, a 23 de fevereiro, já foram decididos 20 processos disciplinares com penas expulsivas.

"Até ao dia 20 de abril, foram já decididos e despachados todos os processos – 20 no total - que se encontravam naquela situação, estando, neste momento, as Forças de Segurança a começar a divulgar as penas disciplinares aplicadas, através da sua publicação, em Diário da República. Onze destes processos diziam respeito a agentes da Polícia de Segurança Pública e nove a militares da Guarda Nacional Republicana, todos com penas/medidas expulsivas", revela o Ministério da Administração Interna numa resposta enviada à CNN Portugal.

Na terça-feira, durante a inauguração das novas instalações do Comando Sub-Regional na Guarda, Luís Neves sublinhou que não é admissível manter ao serviço profissionais que tenham cometido crimes, mesmo que os factos remontem a anos anteriores, defendendo que o incumprimento conduz inevitavelmente à expulsão.

“Não tenho um número de cabeça, já foram vários. Eu assinei despachos relativamente a factos que foram cometidos há muitos anos. E isso não é possível, manter pessoas ao serviço, que até já foram condenados”.

Na nota, o ministério lembra que "desde o início das suas funções que o Ministro da Administração Interna afirmou que seria inflexível com os elementos das Forças de Segurança que não demonstrassem ter as competências adequadas ao exercício da função e que seria muito firme em relação a comportamentos desviantes".

O ministro reiterou o compromisso de rigor e exigência na atuação das forças de segurança, bem como o reforço da formação nas áreas do policiamento e dos direitos.

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