BCP apresenta os maiores lucros de sempre: 1.018 milhões de euros só em 2025

Agência Lusa , AG
25 fev, 17:21
Miguel Maya, presidente executivo do Millenium BCP (António Cotrim/Lusa)

Só em Portugal a operação gerou lucros de quase 900 milhões de euros

O grupo BCP teve lucros de 1.018,6 milhões de euros em 2025, os maiores de sempre e mais 12,4% face a 2024, divulgou esta quarta-feira o banco em conferência de imprensa.

O presidente executivo do banco, Miguel Maya, disse que no ano em que completou 40 anos o banco registou os "melhores resultados de sempre".

A margem financeira (a diferença entre juros cobrados nos créditos e juros pagos nos depósitos) cresceu 2,4% para 2.898,1 milhões de euros, num contexto de taxas de juro mais baixas, e as comissões aumentaram 4,3% para 847,4 milhões de euros.

Os custos operacionais subiram 8,3% para 1.415,1 milhões de euros.

Em 'outros proveitos' o banco regista 69,7 milhões de euros positivos (que contrastam com 70 milhões de euros negativos de 2024).

As imparidades e outras provisões (para fazer face a perdas, sobretudo com créditos) foram de 830,7 milhões de euros, menos 10,3% do que as constituídas em 2024.

Por países, apenas na operação em Portugal o BCP gerou lucros de 869,4 milhões de euros (mais 10,6% em relação a 2024).

Olhando para o balanço, o BCP aumentou os depósitos totais em 6,8% para 89.749 milhões de euros. O crédito a clientes (bruto) em Portugal subiu 9,3% para 43.211 milhões de euros.

No que diz respeito às medidas criadas para ajudar as populações afetadas pela tempestade Kristin, em especial as moratórias no crédito à habitação, Miguel Maya considerou que a lei das moratórias é insuficiente, e que "deveria ser desenhada de forma diferente".

Afirmou que provavelmente será pouco os três meses de moratória, pelo que esse tempo deverá ser alargado, e que deveria a moratória incluir créditos como o pessoal, sem ser apenas para crédito à habitação.

Sobre dinheiro a fundo perdido para as empresas, considerou que "não compete ao banco fazer essa apreciação", mas a associações de empresários e municípios, e que essa é uma escolha que implicará provavelmente menos dinheiro para outras prioridades públicas.

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