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Medidas do Governo para os jovens são caras mas é "bem gasto": "Não custa ao país, custa ao Estado", diz Miguel Sousa Tavares

CNN Portugal , ARC
30 mai, 23:02

Na rubrica semanal da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal), Miguel Sousa Tavares analisa as eleições na Madeira e as medidas do Governo para a habitação jovem

O Governo apresentou um conjunto de medidas para a habitação jovem, como a isenção de IMT e garantia pública no crédito à habitação. Apesar das críticas de quem tem sido alvo, Miguel Sousa Tavares garante que as medidas são "justas". "Alguma coisa tem de ser feita em benefício dos jovens, que são o setor mais desprotegido do país", garante.

Na 5ª Coluna (rubrica da TVI), o comentador descarta as críticas que dizem que o Governo está a proteger quem ganha mais. “Protege quem ganha mais. Pois, esse é o objetivo. Só em Portugal é que há uma espécie de luta de classes por via fiscal. No comum dos países quem mais paga imposto é acarinhado, em Portugal é perseguido. É uma coisa absurda”, sublinha.

Miguel Sousa Tavares fala de uma “discriminação positiva”. “Diz-se que há discriminação fiscal em função da idade. Pois há. Há várias discriminações positivas em favor dos mais velhos. Porque noa ha de haver para os mais novos”, continua. O comentador não dá relevância ao valor que estas medidas implicam: “Diz-se por aqui que vai custar 1.000 milhões ao país. Ok, custa mas são bem gastos. Não custa ao país, custa ao Estado”.

O objetivo do Governo é fixar os jovens e tentar impedir que continuem a procurar melhor qualidade de vida noutros países. Ainda assim, o comentador não sabe se é um “grande ou pequeno” incentivo para fazer com os que já emigraram voltem, mas admite: “É um incentivo”. “Se queremos proteger e fixar talentos em Portugal temos de tomar medidas”, frisa, classificando como “hipócrita” querer manter os jovens no país e criticar as medidas apresentadas pelo Governo.

"Tudo é possível na Madeira"

Miguel Sousa Tavares olhou também para as eleições na Madeira. Para o comentador, o JPP foi "o vencedor claro as eleições”, o PSD foi "um vencedor triste" e que o PS foi um "vencido tristíssimo". O comentador nota ainda que o Bloco de Esquerda e o PCP "desapareceram" do parlamento regional.

Miguel Albuquerque, que venceu as eleições sem maioria absoluta. Num cenário de instabilidade, Miguel Sousa Tavares diz que “tudo é possível na Madeira” e quanto a novas eleições garante: “Talvez sim, talvez não”. 

“A postura de Albuquerque foi de Maria vai com todos. Se não resultar com o CDS, vai com o Chega”, sublinha. E, falando em Chega, o ato eleitoral na Madeira mostrou uma coisa: "Confirmou que o Chega é um partido de um homem só". "As pessoas não sabem o que é o Chega. Sabem o que é o André Ventura, mas como é do continente e não das ilhas e lá não votam como aqui. Se um dia André Ventura sair, acabou o Chega", garante.

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