Ameaça de greve no futebol português e novas exigências dos árbitros merecem críticas do comentador
A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) ameaça com uma greve no futebol profissional, mas Miguel Sousa Tavares entende que há mais no caso do que parece.
Para o comentador da TVI, esta associação tem uma importância futebolística de “zero”, além de continuar a funcionar como se fosse uma ditadura.
É que o autor da 5.ª Coluna, do Jornal Nacional, acredita que a APAF não tem conhecimento de que o país é democrático há 50 anos, desde o 25 de Abril.
“A APAF ainda não percebeu que há 50 anos houve um golpe de Estado em Portugal e que foi introduzida a liberdade de expressão. Continuam a funcionar como se criticar os árbitros fosse um crime, que desse direito a castigo”, afirmou, lembrando que a proposta prevê interdição de estádios ou até a perda de pontos em casos de críticas a árbitros.
Para Miguel Sousa Tavares, os árbitros não devem escolher esta profissão se não querem ser criticados. “A alternativa disto, parece que é isso que a APAF quer, é o 24 de Abril”, terminou.