PSP encontra empregada de Miguel Arruda vestida dos pés à cabeça com roupa furtada no aeroporto

8 jan, 20:29

Letícia Pacheco incorreu num crime de receptação, mas no despacho final do Ministério Público essa parte foi arquivada, não se dando como demonstrado que Letícia conhecesse a origem ilícita dos bens obtidos pelo patrão

Quando a PSP entrou em casa de Miguel Arruda, em Ponta Delgada, para fazer buscas, encontrou a empregada doméstica do casal toda vestida com roupas roubadas pelo patrão.

“Tinha na sua posse uma t-shirt de marca Sandro Paris, cor amarelo claro; um conjunto de calças e camisa, cor azul clara com estampado floral, bens estes que haviam sido furtados previamente pelo arguido” - retirados das malas de viagem que o então deputado do Chega desviava dos tapetes rolantes no aeroporto de Lisboa. 

Letícia Pacheco incorreu assim num crime de receptação - o mesmo pelo qual responde Ana Arruda, mulher do ex-deputado -, mas no despacho final do Ministério Público essa parte foi arquivada, não se dando como demonstrado que Letícia conhecesse a origem ilícita dos bens obtidos pelo patrão.  

De resto, nas várias trocas de mensagens apanhadas entre Miguel e Ana Arruda, ambos concordavam que as peças de roupa mais pequenas - que não servissem a Ana - deviam ser oferecidas a Letícia, ou para ela ou para a sua filha menor.

Além da distribuição de roupa e de outros bens furtados que Miguel Arruda fazia pela mulher e pela empregada, também fazia vendas online na plataforma Vinted, através da conta MiguelArruda84.

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