Em causa está o deputado Miguel Arruda
O líder do Chega reagiu na tarde desta terça-feira ao caso que envolve o deputado Miguel Arruda, alvo de buscas da PSP por suspeitas de furto qualificado e contra a propriedade.
As autoridades suspeitam que Miguel Arruda tenha furtado malas dos tapetes de bagagens das chegadas dos aeroportos de Lisboa e de Ponta Delgada quando viajava de e para os Açores no início e no final da semana de trabalhos parlamentares.
“Ninguém está acima da lei, nenhum deputado do Chega está também”, disse André Ventura à RTP, em Washington D.C., onde se deslocou para a tomada de posse de Donald Trump como 47.º presidente dos EUA.
O presidente do Chega refere que vê o caso “com enorme estupefação” e quis deixar claro que “todos têm de cumprir a lei, sejam deputados ou não”. Ventura garantiu também que o partido vai apelar ao levantamento da imunidade de Miguel Arruda "para que as autoridades judiciais e policiais possam mostrar aquilo que têm e desenvolver a sua investigação sem nenhuma limitação"
“O Chega não é um partido igual aos outros. Tem sido, nesta área, um partido particularmente exigente. Sempre disse que os políticos têm os mesmos direitos que os outros (…), mas têm mais deveres de explicação que os outros”, referiu.
“É preciso dar explicações. Não nos refugiamos, nem nos escondemos. (…) Se essa explicação não for satisfatória ou suficiente (…), esse mandato não tem condições para continuar a ser exercido”, completou André Ventura.