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CEO da NOS diz que serviços essenciais tiveram resposta ‘exemplar’ às tempestades

Agência Lusa , AM
5 mar, 09:32
Miguel Almeida (Lusa)

O CEO da NOS afirma que eletricidade e telecomunicações tiveram uma resposta exemplar às tempestades que atingiram Portugal, apesar da destruição considerada sem precedentes

O presidente executivo (CEO) da NOS, Miguel Almeida, considera, em entrevista à Lusa, que os prestadores de serviços essenciais, incluindo a eletricidade e as telecomunicações, tiveram um comportamento exemplar aquando das intempéries que assolaram o país.

Questionado sobre se a tempestade Kristin foi um dos maiores desafios ao longo dos seus 26 anos no setor, Miguel Almeida refere que, "do ponto de vista operacional puro, de gestão no terreno, sim".

"Nunca tínhamos sido confrontados, mesmo os incêndios não têm nada a ver, mesmo os grandes incêndios de 2017", prossegue o gestor.

"Aquilo que foi o impacto e aquilo que poderíamos fazer e aquilo que tivemos que fazer para repor serviços não tem nada a ver", diz.

Até porque "estamos a falar de uma escala completamente diferente (...), de algo que, felizmente, nunca tínhamos visto em Portugal", refere o CEO grupo de telecomunicações e de tecnologia.

Mas, "ao contrário do que foi dito, eu penso que os prestadores de serviços essenciais, que inclui a eletricidade também, mas também as telecomunicações, tiveram um comportamento exemplar, tendo em conta aquilo que foi o nível de destruição", sublinha Miguel Almeida.

Ninguém "estava preparado estruturalmente" para lidar com a destruição decorrente da intempérie, afirma.

No caso da NOS, "não estávamos preparados para reagir no imediato a uma coisa desta dimensão", acrescenta.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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