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Autoridades da Grécia recolheram 500 migrantes ao largo de Creta

Agência Lusa , AM
10 jul 2025, 09:52
Migrantes no Mediterrâneo  (AP Photo/Jeremias Gonzalez)
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Navios das autoridades marítimas gregas ajudaram a transportar os migrantes para o porto de Lavrio sendo que devem ser enviados para centros de acolhimento perto de Atenas nos próximos dias

Mais de 500 migrantes desembarcaram esta quinta-feira no porto grego de Lavrio, perto de Atenas, depois de terem sido intercetados a sul de Creta.

A transferência das 500 pessoas ocorreu na altura o Executivo da Grécia implementa medidas para enfrentar o aumento das travessias do Mediterrâneo, sobretudo, a partir da Líbia.

Estes 500 migrantes, na maioria jovens do sexo masculino, foram transferidos durante a última noite para bordo de um cargueiro depois de os pesqueiros onde se encontravam ter sido intercetado pelas autoridades gregas ao largo de Creta.

Navios das autoridades marítimas gregas ajudaram a transportar os migrantes para o porto de Lavrio sendo que devem ser enviados para centros de acolhimento perto de Atenas nos próximos dias.

A transferência deste grupo de migrantes para o continente foi ordenada porque os centros de acolhimento improvisados em Creta atingiram a capacidade máxima, com cerca de 500 novas chegadas por dia à ilha desde o fim de semana.

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, anunciou na quarta-feira que o Governo de Atenas vai suspender durante três meses os pedidos de asilo dos migrantes que chegam por mar do norte de África.

A medida visa as chegadas a Creta e foi adotada após tensões diplomáticos entre a União Europeia e a Líbia sobre a cooperação em matéria de migração.

No início da semana, os representantes da União Europeia foram afastados do leste da Líbia na sequência de um aparente desacordo sobre o formato das conversações planeadas para reduzir as travessias.

As autoridades de Creta estão a ter dificuldades em fornecer serviços básicos, utilizando instalações temporárias para alojar migrantes, principalmente da Somália, Sudão, Egito e Marrocos.

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