25 pessoas precisaram ainda de assistência hospitalar, entre elas 11 crianças
Quinze pessoas perderam a vida na Grécia depois de a embarcação em que seguiam ter colidido com um barco da Guarda Costeira, durante uma perseguição marítima junto à ilha de Chios, no leste do mar Egeu. As autoridades confirmaram a morte de 15 pessoas, número que ainda poderá subir. Entre os mortos contam-se 11 homens e quatro mulheres.
Segundo fontes citadas pela imprensa grega, 25 pessoas foram transportadas para o hospital da ilha, incluindo 11 crianças e duas mulheres grávidas que perderam os bebés. Vários dos feridos apresentavam lesões graves e tiveram de ser submetidos a cirurgias de emergência.
De acordo com a versão oficial da Guarda Costeira, divulgada pelo jornal Kathimerini, o incidente ocorreu quando uma lancha de patrulha detetou uma embarcação rápida a aproximar-se da costa a alta velocidade e sem luzes de navegação, com o objetivo de desembarcar migrantes. As autoridades indicam que foram acionadas luzes intermitentes e sirenes para ordenar a paragem, mas a lancha ignorou os sinais, alterou o rumo e acabou por colidir com o barco da Guarda Costeira. O grande impacto provocou o capotamento da embarcação dos migrantes, atirando um número indeterminado de pessoas ao mar.
Foi então desencadeada uma operação de busca e salvamento que envolveu cinco lanchas de patrulha, um helicóptero e equipas de mergulhadores, ainda em curso, uma vez que não foi possível apurar quantas pessoas seguiam a bordo. Testemunhas citadas pela Reuters estimam que o número possa situar-se entre 30 e 35 ocupantes, valor que não foi oficialmente confirmado.
Segundo um responsável do Ministério dos Transportes Marítimos, ouvido pelo Kathimerini, a embarcação ilegal tentou abalroar o barco de patrulha durante a perseguição, uma versão que ainda não foi confirmada de forma independente. Da colisão resultou ainda dois feridos da Guarda Costeira, que foram encaminhados para o hospital de Chios, sendo que um deles já teve alta.
O acidente acontece numa altura em que a Agência Europeia de Fronteiras está a analisar 12 possíveis casos de violações de direitos humanos por parte da Grécia, incluindo alegadas devoluções sumárias de requerentes de asilo. O governo grego rejeita essas acusações e garante que não pratica expulsões forçadas nem viola direitos humanos.