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Redes de imigração ilegal usam Portugal como porta de entrada

16 abr, 07:53
Migrantes em El Hierro, Canárias

REVISTA DE IMPRENSA | Apreensões de documentos falsos aumentam

Portugal está a ser utilizado por redes organizadas como porta de entrada e trânsito para a Europa, com recurso a documentação falsa, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 citados pelo Jornal de Notícias.

No último ano foram detetados 627 documentos fraudulentos nas fronteiras, acima dos 521 em 2024 e 508 em 2023. Entre os casos, destacam-se documentos provenientes da Albânia, Geórgia e Irão. As autoridades sublinham, no entanto, que o aumento reflete maior capacidade de deteção e não necessariamente mais tentativas de entrada.

A PSP aponta que o reforço de meios e formação desde que assumiu o controlo das fronteiras aéreas em 2023 tem permitido identificar esquemas mais sofisticados. Em causa estão redes transnacionais que, mediante pagamento, facilitam a entrada irregular de cidadãos no espaço europeu com documentos falsos, contrafeitos ou pertencentes a terceiros.

Na maioria das situações, Portugal surge apenas como ponto de passagem para outros países do espaço Schengen. As redes adaptam rotas e exploram fragilidades nos sistemas de controlo, mudando estratégias perante maior pressão policial.

Quando detetados, os viajantes são impedidos de entrar, os documentos são apreendidos e pode ser aplicada uma proibição de entrada no espaço europeu entre dois e cinco anos.

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