António Vitorino candidato a segundo mandato na Organização Internacional para as Migrações

Agência Lusa , MJC
22 nov, 18:05
António Vitorino

O Governo português apoia a recandidatura de António Vitorino ao cargo de diretor-geral da OIM, agência das Nações Unidas responsável pela gestão das migrações internacionais

O Governo português anunciou o apoio à recandidatura, apresentada esta terça-feira, de António Vitorino ao cargo de Diretor-Geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), cujas eleições estão agendadas para junho de 2023.

“A decisão de apoiar a recandidatura de António Vitorino traduz a prioridade atribuída por Portugal a uma abordagem humanista das migrações e à cooperação multilateral nesta matéria”, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros numa nota enviada à imprensa.

António Vitorino é o atual diretor-geral desta agência que integra o sistema das Nações Unidas, cargo para o qual foi eleito em junho de 2018, e até agora único candidato conhecido para exercer o cargo no próximo mandato de cinco anos.

“No seu primeiro mandato, e num contexto internacional particularmente desafiante, António Vitorino alcançou importantes resultados no reforço da Organização”, refere o Ministério.

O Governo destaca que António Vitorino “implementou reformas na estrutura da administração de topo, aumentou a diversidade geográfica e de género e estabeleceu mecanismos de avaliação e responsabilização, ao mesmo que tempo que melhorou a eficácia das atividades humanitárias da OIM em resposta a crises várias, incluindo no Iémen, Afeganistão e Ucrânia”.

Sustentando a importância dada a estas matérias, na nota refere-se que “o empenho português foi reconhecido com a atribuição do estatuto de ‘País Campeão’ do Pacto Global para as Migrações, um instrumento pioneiro que visa a gestão das migrações de forma regular, em linha com o desenvolvimento sustentável e em pleno respeito dos direitos humanos dos migrantes.

A OIM é a agência das Nações Unidas responsável pela gestão das migrações internacionais e uma das principais agências humanitárias, beneficiando anualmente dos seus projetos mais de 30 milhões de pessoas, em resposta a situações de crise e conflito, em todo o mundo.

António Vitorino foi membro de fóruns internacionais nesta área, com destaque para o “Advisory Board of the International Migration Initiative” e o “Transatlantic Council on Migration”, recorda o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Pelas razões elencadas, e pelos resultados alcançados durante o seu primeiro mandato, o Governo português considera que se trata do melhor candidato para liderar a OIM mais cinco anos”, conclui.

Na anterior eleição pelo Conselho da OIM, António Vitorino foi sempre o candidato mais votado e superou as votações nos outros dois candidatos ao cargo, a costa-riquenha Laura Thompson e o norte-americano Ken Isaacs.

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