Microsoft anuncia despedimento de dez mil funcionários

18 jan, 14:32
Microsoft aposta na Gatik (Foto: Rick Rycroft/ AP)

Diretor-executivo da Microsoft anunciou esta quarta-feira que a empresa vai despedir quase 5% do total dos trabalhadores para cortar custos e focar-se em novas prioridades

A Microsoft planeia despedir 10 mil funcionários, cerca 5% do total de trabalhadores. A gigante tecnológica justifica os despedimentos com a necessidade de cortar custos e focar-se em prioridades estratégicas, nomeadamente a inteligência artifical, avança o The New York Times.

No final de junho, a Microsoft empregava 221 mil pessoas. 

Numa mensagem dirigida aos funcionários, Satya Nadella, o diretor executivo da Microsoft, lamentou os despedimentos. "Esta é o tipo de escolhas difíceis que tivemos de fazer nos nossos 47 anos de história para permanecer uma empresa relevante nesta indústria que não perdoa a quem não se adapta às mudanças de plataforma", lê-se na declaração de Nadella, divulgada no site da Microsoft.

"Como vimos os clientes acelerar os gastos digitais durante a pandemia, vemos agora que estão a otimizar as despesas para fazerem mais com menos", refere Nadella na mesma mensagem. "Também estamos a ver organizações em todas as indústrias e geografias agir com cautela, uma vez que algumas partes do mundo estão em recessão e outras partes estão a antecipá-la", sublinhou o CEO da Microsoft.

Os despedimentos devem iniciar-se ainda esta semana e deverão ocorrer ao longo dos próximos meses.

As saídas de funcionários, custos relacionados com hardware e outras alterações terão custos totais de 1,2 mil milhões de dólares - um valor equivalente em euros, à taxa de câmbio atual - no segundo quadrimestre fiscal de 2023, representando um impacto negativo de 12 cêntimos no lucro por ação, informou a empresa.

Em julho passado, a Microsoft já tinha anunciado o corte de menos de 1% do funcionários e, em outubro de 2022, confirmou uma nova ronda de despedimentos que afetaram cerca de 1.000 trabalhadores.

"Estou confiante de que a Microsoft irá sair mais forte e competitiva", sublinhou Nadella esta quarta-feira. No início de janeiro, o CEO da Microsoft já sugerira publicamente a necessidade de fazer ajustes, admitindo que a companhia não estava "imune" ao cenário macroeconómico. 
 

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