Israel afirma que o irmão do homem que atacou uma sinagoga no Michigan era um comandante do Hezbollah

CNN , Tal Shalev e Oren Liebermann
15 mar, 16:56
Uma viatura policial está estacionada em frente à sinagoga Temple Israel na sexta-feira, 13 de março de 2026, em West Bloomfield Township, Michiga  (Foto AP/Paul Sancya)

Ayman Ghazali, de 41 anos, conduziu um veículo contra o Templo Israel, em West Bloomfield Township, perto de Detroit, antes de trocar tiros com seguranças e morrer devido a um ferimento de bala autoinfligido. O FBI classificou o ataque como um "ato de violência dirigido contra a comunidade judaica"

As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o irmão do homem que conduziu um veículo carregado de explosivos contra uma sinagoga no Michigan, EUA, na quinta-feira, era um comandante do Hezbollah que foi morto num ataque na semana passada.

Num comunicado divulgado no domingo, as IDF afirmaram que o irmão do atacante, Ibrahim Muhammad Ghazali, era responsável pela gestão das operações de armamento na unidade Badr do grupo apoiado pelo Irão.

O porta-voz das FDI em árabe, Avichay Adraee, disse que Ibrahim Ghazali foi morto no dia 5 de março, quando as IDF atacaram um edifício militar do Hezbollah utilizado para armazenar armas.

O Departamento de Segurança Interna informou que Ayman Ghazali, de 41 anos, conduziu um veículo contra o Templo Israel, em West Bloomfield Township, perto de Detroit, antes de trocar tiros com seguranças e morrer devido a um ferimento de bala autoinfligido.

O ataque à sinagoga foi um dos vários incidentes recentes que as autoridades estão a investigar como atos de terrorismo, no momento em que os EUA prosseguem a terceira semana de guerra com o Irão.

Um segurança ficou ferido e dezenas de socorristas foram assistidos por inalação de fumo, enquanto as mais de 100 crianças que estavam no edifício saíram ilesas, disseram as autoridades. O FBI classificou o ataque como um "ato de violência dirigido contra a comunidade judaica".

Ayman Ghazali, um cidadão norte-americano naturalizado, originário do Líbano, já tinha sido sinalizado nas bases de dados do governo dos EUA por ligações a alegados membros do Hezbollah, embora não se acreditasse que ele próprio fosse membro, disseram à CNN autoridades policiais que estão a acompanhar o caso.

O presidente da câmara da cidade libanesa de Mashghara tinha declarado anteriormente à CNN que os irmãos de Ayman Ghazali, incluindo Ibrahim, foram mortos num ataque aéreo a 5 de março. Os filhos de Ibrahim Ghazali também morreram no ataque, afirmou o autarca.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) não mencionaram o outro irmão de Ayman Ghazali, Kassim, que também foi morto no ataque.

No passado fim de semana, dois suspeitos foram acusados ​​de lançar bombas improvisadas contra um protesto em frente à casa do presidente da Câmara de Nova Iorque, num ataque que as autoridades descreveram como inspirado pelo Estado Islâmico.

Duas semanas antes, em Austin, no Texas, um atirador matou três pessoas e feriu mais de uma dezena no movimentado local de entretenimento da cidade. Por baixo de uma camisola com capuz, o atirador usava uma t-shirt com a bandeira iraniana, informou um responsável. Embora o motivo ainda não tenha sido determinado, as autoridades estão a investigar se o atirador foi inspirado, em parte, pelos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão nesse fim de semana, disseram agentes da autoridade com conheciemento do caso.

Também na quinta-feira, uma pessoa morreu e duas ficaram feridas num tiroteio na Universidade Old Dominion, na Virgínia, levado a cabo por Mohamed Bailor Jalloh, de 36 anos, um antigo membro da Guarda Nacional da Virgínia que já tinha cumprido pena de prisão por tentar ajudar o Estado Islâmico, segundo as autoridades.

Diversos líderes nacionais e estaduais, incluindo a governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, intensificaram os esforços de segurança no meio do que descreveram como um ambiente de ameaça elevado ligado ao conflito no estrangeiro.

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