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Escândalo no Facebook: influencer expõe grupo em que 32 mil homens partilhavam fotos íntimas das mulheres

CNN Portugal , CMN
22 ago 2025, 16:54
Meta (imagem Getty)

Caso levanta questões sobre a forma como a Meta está a lidar com estas situações

A Meta encerrou um grupo italiano com 32 mil membros que partilhavam conteúdos de cariz sexual exploratório. Os homens trocavam fotografias íntimas das suas esposas sem o seu conhecimento.  

O grupo, intitulado “Mia Moglie”- que traduz para “A Minha Esposa” em português - foi criado em 2019. Sem qualquer tipo de restrição de entrada, os utilizadores trocavam centenas de fotos íntimas, acompanhadas por comentários sexistas e humilhantes.  

A exposição do grupo deveu-se a uma publicação viral da influencer feminista Carolina Capria. O seu alerta levou diversos utilizadores da rede social a denunciarem o grupo às autoridades, originando também vários protestos públicos. 

A Polícia Postal Italiana, entidade responsável por crimes digitais, afirmou ter recebido cerca de 2.800 reclamações - algumas das quais provenientes das supostas vítimas - relacionadas com o grupo.  

A influencer, citada pelo Financial Times, declarou que os homens que publicavam imagens dos corpos das suas esposas sem o seu consentimento estavam a cometer uma "violação virtual coletiva".  

Após o encerramento do grupo, a Meta comunicou na passada quarta-feira que este violava “as nossas políticas relativas à exploração sexual de adultos. Não permitimos conteúdo que promovam ou incentivem a violência sexual, agressão sexual ou exploração sexual.”  

Segundo a empresa, o grupo manteve-se inativo e sem conteúdo até ao início de maio deste ano, apesar de ter sido criado há quase seis anos. O facto de o grupo ter estado ativo durante três meses, apesar da proibição explícita da Meta relativamente a imagens de exploração sexual, levanta questões sobre a capacidade da empresa em moderar os conteúdos partilhados nas suas plataformas.  

Para apaziguar o governo de Trump, a Meta terá suavizado algumas das suas políticas de moderação de conteúdo no início deste ano. Estas alterações suscitaram fortes críticas por parte de grupos de direitos civis que defendem uma regulação mais rigorosa dos conteúdos partilhados online.  

Este escândalo veio expor tensões de género profundas em Itália, onde as mulheres continuam a ser as principais vítimas de crimes digitais, nomeadamente de natureza sexual.  

De acordo com a legislação italiana, as vítimas têm um prazo de seis meses para apresentar queixa contra os autores dos crimes. Estas queixas poderão dar origem a um megaprocesso judicial envolvendo milhares de famílias, explica a advogada.

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