Chegada da depressão Martinho coincide com a maré alta. Proteção Civil alerta para inundações

18 mar 2025, 16:30

Chegada da depressão Martinho "coincide com a maré alta". Proteção Civil alerta para inundações

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Período de maior ocorrência vai ocorrer durante o final do dia de amanhã e o princípio da manhã da quinta-feira serão

A depressão Martinho está a chegar a Portugal continental, prevendo-se "um agravamento geral do tempo nas próximas 48 horas", alertou a Proteção Civil nesta terça-feira, em conferência de imprensa, tendo em conta a "intensificação da precipitação" e o "aumento da intensidade vento".

De acordo com Alexandre Penha, adjunto de operações nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), a depressão Martinho vai fazer sentir-se, sobretudo, ao "final do dia de amanhã [quarta-feira] e no princípio da manhã da quinta-feira", o que é um problema acrescido dado que vai coincidir com o período de maré alta. Esta combinação "pode causar situações de inundação especialmente nos espaços urbanos", avisa o responsável.

A Proteção Civil revela ainda que está a "preparar a emissão de um SMS à população para as áreas que serão mais afetadas", ou seja, "região de Leiria, região da Grande Lisboa - incluindo a Península de Setúbal - o litoral alentejano, a zona do baixo Alentejo e a zona do Algarve".

Conselhos da Proteção Civil

Alexandre Penha pede aos portugueses que residam nas áreas mais afetadas que tenham "uma maior cautela naquilo que é a sua movimentação". 

"A maior movimentação nas estradas será feita no final do dia de quarta-feira e na manhã de quinta-feira, o que é coincidente com o período de maior precipitação. Todos os movimentos que possam ser evitados na estrada, solicitamos à população para os evitar. No caso de não se poderem evitar esses movimentos, a população deve pelo menos ter uma maior atenção à condução, garantindo sempre uma condição defensiva", apela.

Por fim, a Proteção Civil pede à população que "avalie as estruturas de drenagem nas habitações para que se evitem inundações" e que se "evite zonas onde é normal haver cheias, as bacias dos principais rios e a zona junto ao mar".

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