Temperaturas mínimas também "serão tropicais" e em, muitos locais, podem não baixar dos 25, 26 graus
Uma massa de ar quente vai afetar Portugal a partir deste sábado, provocando uma subida significativa das temperaturas que poderá prolongar-se pela próxima semana e atingir valores superiores a 40 graus em várias regiões.
De acordo com o climatologista Mário Marques, trata-se de uma “língua de ar quente” que irá abranger de forma mais severa todo o território continental, podendo também alcançar a Madeira. Segundo o especialista, esta massa de ar, vinda do sudeste, deverá “estender-se para leste e permanecer praticamente estacionária durante cerca de três a quatro dias”, criando um cenário de calor intenso e persistente entre os dias 21 e 24 de junho.
Mário Marques alerta ainda que, em muitos locais, as temperaturas máximas podem ultrapassar os 40 graus.
“As temperaturas mínimas também serão tropicais e, em muitos locais, poderão não baixar dos 25, 26 graus, o que faz com que não exista qualquer ou pouca recuperação noturna”, acrescenta o especialista.
O agravamento do calor está previsto a partir de sábado, com indicação de que o cenário poderá manter-se ao longo da próxima semana. O verão chega oficialmente no domingo e deverá fazê-lo em força, num período marcado por calor extremo em várias regiões do país.
Para fazer face às temperaturas elevadas, o Centro Comum de Investigação da União Europeia recomenda especial atenção ao nível urbano, sobretudo no apoio às populações mais vulneráveis. Em episódios de onda de calor, estas devem ser rapidamente encaminhadas para espaços como juntas de freguesia ou casas do povo, onde possam ter acesso a hidratação adequada e onde possam ser monitorizadas e acompanhadas.
A entidade alerta ainda para a necessidade de vigilância reforçada em várias regiões do país, com destaque para o Alentejo, o Vale do Tejo e a Beira Baixa, onde o impacto das temperaturas extremas poderá ser mais significativo.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta vaga de calor irá ainda agravar o perigo de incêndio rural pelo menos até meio da próxima semana, aumentando o risco associado às condições meteorológicas previstas.
