Restaurante "Ocean" e chef Vasco Coelho dos Santos são primeiros nos prémios Mesa Marcada

Agência Lusa , CE
30 jan 2023, 22:41
Chef Vasco Coelho dos Santos

Decorreu esta segunda-feira a 14.ª edição dos prémios Mesa Marcada

O restaurante “Ocean”, do austríaco Hans Neuner (duas estrelas Michelin), e o ‘chef’ Vasco Coelho dos Santos, cujo “Euskalduna” recebeu recentemente a primeira estrela, conquistaram o primeiro lugar nos prémios de gastronomia Mesa Marcada, hoje apresentados em Lisboa.

Na 14.ª edição dos prémios Mesa Marcada, os melhores das categorias de restaurantes e ‘chefs’ de 2022 são, pela primeira vez, de fora de Lisboa: o “Ocean”, em Porches (Algarve), e Vasco Coelho dos Santos, do “Euskalduna”, no Porto, que entrou para a edição de 2023 do Guia Michelin Espanha e Portugal, com uma estrela (“cozinha de grande nível, compensa parar”).

Este resultado marca o fim de seis anos de domínio do “Feitoria” (uma estrela Michelin, Lisboa) e de João Rodrigues nas duas categorias, depois de o ‘chef’ ter saído, em abril do ano passado, do restaurante, cuja cozinha passou a ser assumida por André Cruz.

A lista completa dos “10 Preferidos do Mesa Marcada” inclui 380 restaurantes e 268 ‘chefs’, e foi apurada através da votação de um júri constituído por jornalistas, ‘bloggers’, gastrónomos, chefes de cozinha e outras profissões do meio gastronómico e da restauração, num total de 235 votantes, o que, segundo a organização, “constitui uma das maiores participações de sempre”.

Na categoria de restaurantes, a lista dos “10 Preferidos do Mesa Marcada” segue com “Euskalduna”; “Prado” (Lisboa); “Belcanto” (duas estrelas, Lisboa); “Alma” (duas estrelas, Lisboa); “The Yeatman” (duas estrelas, Vila Nova de Gaia); “Ó Balcão” (Santarém); “Fifty Seconds” (uma estrela, Lisboa); “Cura” (uma estrela, Lisboa) e “Essencial” (Lisboa).

Os promotores dos prémios destacam a entrada, para o 7.º lugar, do “Ó Balcão”, de Rodrigo Castelo (numa subida de cinco posições), enquanto o “Alma”, de Henrique Sá Pessoa (5.º), e o “The Yeatman”, de Ricardo Costa (6.º), sobem quatro lugares.

Quanto a ‘chefs’, a lista dos “10 Preferidos” inclui ainda José Avillez (“Belcanto”, duas estrelas, e “Encanto”, uma estrela, em Lisboa, e “Tasca”, uma estrela, no Dubai); Hans Neuner (“Ocean”, uma estrela, Porches); João Rodrigues (“Projeto Matéria”); António Galapito (“Prado”); Henrique Sá Pessoa (“Alma”, duas estrelas, Lisboa); Marlene Vieira (“Marlene”, Lisboa); Alexandre Silva (“Loco”, uma estrela, Lisboa); Ricardo Costa (“The Yeatman”, duas estrelas, Gaia) e Filipe Carvalho (“Fifty Seconds”, uma estrela, Lisboa).

Os organizadores salientam a entrada de Marlene Vieira para a 7.ª posição, ao subir 10 lugares em relação a 2021.

Com base na mesma votação, o restaurante vegetariano “Seiva” (Leça da Palmeira), de David F. Jesus, subiu 103 posições, para a 14.ª, merecendo o Prémio Especial Estrella Damm Destaque do Ano.

Por outro lado, a forma como André Cruz assumiu a cozinha do “Feitoria” e “a forma como impôs quase de imediato um menu com um cunho pessoal (ainda que sem ruturas)” levou o ‘chef’ numa subida de 194 posições, até ao 19.º lugar, “salto esse que levou a atribuir-lhe o Prémio Especial Makro Chefe Revelação do Ano”.

Quanto a novidades do ano passado o “tão esperado restaurante gastronómico ‘Marlene’, de Marlene Vieira”, foi o que alcançou a melhor classificação, também um 19.º lugar, recebendo o Prémio Especial Sogrape Restaurante Novo do Ano.

Igualmente com base na votação do mesmo painel, o Prémio Especial Queijo São Jorge DOP Mesa Diária 2022, para o melhor restaurante de preço moderado, distinguiu pelo terceiro ano consecutivo o lisboeta “O Velho Eurico”, de Zé Paulo Rocha.

A “Comida Independente” (Lisboa) também voltou a receber o Prémio Especial Bom Sucesso Loja Gastronómica do Ano.

Foi ainda atribuída uma nova distinção: o Prémio Especial Nutrifresco Evento Gastronómico do Ano, conquistada pelo festival Chefs on Fire, da Lohad, de Gonçalo Castel-Branco.

Das distinções já previamente anunciadas, o prémio Especial Cutipol Carreira distinguiu o ‘chef’ Paulo Morais, que conquistou a primeira estrela Michelin na edição de 2023 para o seu restaurante “Kanazawa”, em Algés, tendo sido o mais votado pelo painel de 25 chefes de cozinha, que em seu nome ou do restaurante, integraram o Top 10 ou venceram um dos prémios especiais do Mesa Marcada dos últimos cinco anos.

“Quer na Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, quer nos diversos restaurantes que chefiou, Paulo Morais tem sido uma referência para muitos cozinheiros que com ele trabalharam e que hoje tornaram a cozinha japonesa uma das mais populares entre nós”, destaca a organização.

Já o prémio Maria José Macedo – Produtor/Fornecedor do Ano distinguiu a Salmarin, empresa produtora de flor de sal, de Jorge Raiado e Sandra Madeira, “com uma forte ligação à restauração” e que “também se destaca pela qualidade das embalagens, onde predominam as de cortiça e as de cartão, de forma a potenciar a sua preservação, bem como pelo cuidado em proteger a pureza das suas salinas solares, onde circula água proveniente do mar, evitando eventuais fontes poluentes e de contaminação”.

Quanto aos galardões atribuídos por júris mais restritos, o Prémio Especial Roastelier by Nescafé Chefe de Pastelaria 2022 foi para Márcio Baltazar, do restaurante “Ocean”, após uma votação de 32 jurados, na sua maioria composto por profissionais de pastelaria, mas que incluía também clientes, jornalistas e alguns ‘chefs’, todos com o gosto particular por esta área.

O Prémio Especial S. Pellegrino/Acqua Panna Escanção de 2022 foi entregue a Filipe Wang, do “Kabuki Lisboa” (uma estrela), numa votação de 41 pessoas, na maioria escanções, mas também jornalistas, clientes, produtores e outros profissionais do setor.

Por sua vez, o “Belcanto”, que tem Luís Reis como chefe de sala, alcançou o Prémio Especial NX Store Serviço de Sala do Ano, uma escolha de um grupo de 24 votantes, incluindo profissionais de sala, proprietários, diretores e gastrónomos.

O Prémio Especial NX Hotelaria Empresário de Restauração 2022 foi para Rui Sanches, da Plateform, numa votação de um júri de constituído por jornalistas, empresários e diretores de restaurantes, bem como gastrónomos.

Já o Prémio Especial Miele Restaurante Clássico do Ano, que visa distinguir os “lugares de sempre” (estabelecimentos com mais de 25 anos), foi atribuído ao “Mugasa” (Aveiro), de Ricardo Nogueira.

Dois outros galardões, que destacam o respeito pelo ambiente - Prémio Especial Studioneves de Sustentabilidade -, foram atribuídos ao “Herdade do Esporão” (uma estrela Michelin e uma estrela verde, em Reguengos de Monsaraz), na categoria Rurais, e na categoria Urbanos, ao “SEM” (Lisboa), de Lara Espírito Santo e George McLeod.

A entrega dos prémios voltou hoje ao formato presencial, após dois anos em versão virtual devido à pandemia de covid-19, tendo mais de 300 convidados participado na cerimónia, que decorreu na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa.

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