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Colômbia e Venezuela pedem admissão como membros de pleno direito do Mercosul

Agência Lusa , MM
15 mar, 09:07
O presidente panamenho Raul Mulino, o presidente boliviano Rodrigo Paz, o presidente do Conselho Europeu Antonio Costa, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, o presidente paraguaio Santiago Pena, o presidente argentino Javier Milei, o presidente uruguaio Yamandu Orsi e o ministro das Relações Exteriores do Brasil Mauro Vieira posam durante a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul, a 17 de janeiro de 2026. EPA/Juan Pablo Pino. Lusa

O bloco do qual fazem parte Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, em processo de adesão, a Bolívia, assinou em 17 de janeiro um acordo comercial com a União Europeia, que cria uma das maiores áreas de comércio livre do planeta

O Presidente colombiano, Gustavo Petro, declarou no sábado que tanto a Colômbia como a Venezuela irão apresentar pedidos oficiais de adesão ao bloco Mercosul como membros de pleno direito.

"Vamos solicitar o levantamento da moratória para que a Venezuela possa aderir ao Mercosul como membro de pleno direito e nós, como Colômbia, apresentaremos o nosso pedido de adesão plena ao Mercosul", anunciou Petro, no sábado.

O Mercosul aceitou a Venezuela como membro de pleno direito em 2012, mas em 2017 o bloco invocou a "cláusula democrática" para suspender Caracas devido à repressão de protestos populares contra o Governo de Nicolás Maduro.

O Mercosul, bloco do qual fazem parte Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, em processo de adesão, a Bolívia, assinou em 17 de janeiro um acordo comercial com a União Europeia, que cria uma das maiores áreas de comércio livre do planeta.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou em 27 de fevereiro que o pacto entrou provisoriamente em vigor, depois de ter sido ratificado pelos Parlamentos da Argentina e do Uruguai.

O Presidente colombiano disse nas redes sociais que delegações da Colômbia e da Venezuela realizaram na sexta-feira uma "reunião bilateral extremamente bem-sucedida" em Caracas.

Gustavo Petro elogiou a aproximação entre as duas nações e disse que irão cooperar mais estreitamente em assuntos militares para "destruir o narcotráfico na fronteira comum", bem como em questões energéticas.

Temas que serão abordados numa próxima "reunião específica sobre a zona binacional", agendada para 23 e 24 de abril em Maracaibo, no noroeste da Venezuela, acrescentou o líder.

"A ameaça não são as próprias nações, mas o crime organizado transnacional que ataca impiedosamente a vida, a paz e o bem-estar das suas comunidades fronteiriças", disse o ministro da Defesa da Colômbia.

No encontro, explicou Pedro Sánchez, os dois países concordaram em trocar informações sobre ameaças e em coordenar "operações espelhadas" ao longo da fronteira, para "combater o narcotráfico, a mineração ilegal e as suas redes criminosas".

Na quinta-feira, os governos da Venezuela e da Colômbia anunciaram o cancelamento, devido a "motivos de força maior", de uma reunião entre os chefes de Estado, prevista para sexta-feira, na fronteira entre os dois países.

Este seria o primeiro encontro oficial da líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com um líder latino-americano desde que assumiu o cargo em janeiro, após a operação militar dos Estados Unidos que capturou o então presidente Nicolás Maduro.

Uma fonte da presidência da Colômbia disse à agência de notícias France-Presse que o cancelamento estava ligado a ameaças à segurança, sem especificar em que lado da fronteira estariam as ameaças.

Numerosos grupos armados envolvidos no tráfico de droga operam ao longo da fronteira entre os dois países, incluindo o mais antigo grupo guerrilheiro latino-americano ainda ativo, o Exército de Libertação Nacional.

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