Clubes que competem na Liga inglesa gastaram mais em contratações neste verão do que em toda a temporada passada
Os clubes da Liga inglesa de futebol quebraram o recorde de despesa numa temporada pelo segundo verão consecutivo, ao gastarem 4,10 mil milhões de euros na janela de transferências que encerrou na terça-feira nos principais campeonatos europeus.
De acordo com o Transfermarkt, portal alemão especializado em transações, a Premier League só precisou do primeiro período de inscrições de 2026/27, iniciado em julho e ainda aberto na I Liga portuguesa e em mercados periféricos, para bater os 4,07 mil milhões de euros totalizados na época passada inteira.
A Premier League contribuiu para nove dos 10 negócios mais caros do verão e coloca oito clubes, incluindo o promovido Ipswich, no top-10 dos gastadores, numa edição sem a presença de treinadores portugueses pela primeira vez em 15 anos.
Sunderland (76,75 milhões de euros) e Bournemouth (80,8 milhões de euros) tiveram os investimentos menos expansivos, bem longe dos 527,2 milhões de euros do recordista Manchester City, enquanto o Chelsea, segundo mais dispendioso, liderou mundialmente em receitas, com 448,8 milhões de euros.
Os 4,10 mil milhões de euros gastos na Liga inglesa - 544,85 milhões de euros através dos três clubes promovidos - suplantam os 3,30 mil milhões de euros contabilizados em conjunto pelos escalões principais italiano (1,16 mil milhões de euros), alemão (781,8 milhões de euros), espanhol (755,28 milhões de euros) e francês (600,1 milhões de euros).
Primeiro clube a suplantar os 500 milhões de euros numa temporada em contratações, o Manchester City desembolsou 146 milhões de euros pelo argentino Enzo Fernández, que saiu do campeão mundial Chelsea, no qual era vice-capitão, e estabeleceu já na última hora de mercado a transferência mais avultada neste defeso.
Em função do câmbio atual, o ex-médio do Benfica, de 25 anos, subiu ao topo dos investimentos na história da Premier League, ao ultrapassar ligeiramente o avançado sueco Alexander Isak, negociado em 2025 do Newcastle para o Liverpool por 145 milhões de euros, verba que, há um ano, perfazia as mesmas 125 milhões de libras agora entregues pelo City ao Chelsea.
