MEO Arena novamente vendida. Agora, rendeu o dobro
A decisão da Autoridade da Concorrência terá sido tomada depois de uma investigação que durou quase dois anos, para evitar que a operação colocasse nas mãos da empresa americana Live Nation o monopólio da sala de espetáculos e impedisse outros promotores de fazerem uso do mesmo
A MEO Arena foi novamente vendida, desta vez aos americanos da Live Nation. Os números da transação não são conhecidos, mas a TVI/CNN Portugal sabe que a empresa terá pago mais de 40 milhões de euros para assumir uma posição maioritária.
A luz verde ao negócio tinha sido dada em novembro, pela Autoridade da Concorrência, sob o compromisso da empresa norte-americana efetuar uma redução imediata dos preços de acesso e o congelamento dos mesmos por um período de cinco anos.
A operação em causa envolve a aquisição de uma participação de controlo indireto da Ritmos e Blues e da Arena Atlântico (dona da MEO Arena) e respetivas subsidiárias.
A decisão da Autoridade da Concorrência terá sido tomada depois de uma investigação que durou quase dois anos, para evitar que a operação colocasse nas mãos da empresa americana o monopólio da MEO Arena e impedisse outros promotores de espetáculos de fazerem uso do mesmo.
De sublinhar que a Live Nation possui ou controla, só nos Estados Unidos, 265 salas de concertos, incluindo 60 dos 100 principais anfiteatros e que fruto desta posição foi em maio do ano passado processada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por monopolizar os eventos ao vivo no país.
De resto, esta não é a primeira passagem de testemunho da MEO Arena.
Há 12 anos, ainda com o nome Pavilhão Atlântico, o equipamento foi vendido por 21 milhões de euros a Luís Montez, genro de Cavaco Silva, num negócio que à data levantou muitas suspeitas.
