Cidade europeia obteve classificações perfeitas em três categorias: estabilidade, infraestruturas e educação
O mundo parece estar a mudar a um ritmo vertiginoso, pelo que talvez seja reconfortante saber que algumas coisas permanecem iguais — pelo menos quando se trata da cidade mais habitável do planeta.
Copenhaga voltou a ocupar o primeiro lugar da lista anual da Economist Intelligence Unit (EIU), revelada esta terça-feira, mantendo a liderança pelo segundo ano consecutivo.
A capital dinamarquesa voltou a superar Viena, na Áustria, que tinha liderado o ranking durante três anos consecutivos antes de perder a primeira posição em 2025.
A EIU, organização irmã da revista The Economist, avaliou 173 cidades de todo o mundo com base em vários critérios, entre os quais educação, estabilidade, cuidados de saúde, infraestruturas e cultura.
Copenhaga obteve classificações perfeitas em três categorias: estabilidade, infraestruturas e educação.
Serviços públicos de elevada qualidade
Para o público norte-americano, Nova Iorque subiu três posições, passando para o 66.º lugar, graças a uma melhoria significativa na categoria da estabilidade, impulsionada pela redução da criminalidade e pela menor perceção do risco de ataques terroristas.
Enquanto a "Big Apple" sobe na tabela, Honolulu continua a ser a cidade norte-americana mais bem classificada, apesar de ter descido duas posições, para o 25.º lugar.
Vancouver, na nona posição, foi a única cidade da América do Norte a integrar o top 10 mundial.
O sucesso de Copenhaga deve-se a uma "combinação vencedora de excelentes classificações em estabilidade e infraestruturas, uma forte oferta cultural e ambiental e serviços públicos de elevada qualidade", explica um porta-voz da Economist Intelligence Unit.
Em terceiro lugar surge Melbourne, na Austrália, que sobe uma posição face ao ano anterior. Outra cidade australiana, Sydney, passou do sexto para o quarto lugar.
A cidade suíça de Zurique, que no ano passado partilhava o segundo lugar com Viena, caiu três posições. Genebra surge logo a seguir, em sexto lugar.
Osaka, no Japão, manteve a sétima posição, Adelaide, na Austrália, ficou em oitavo e Tóquio encerra o top 10, na décima posição.
Entretanto, as consequências da guerra com o Irão refletiram-se nas classificações das cidades da região do Golfo, que registaram uma descida nas pontuações relativas à estabilidade.
As maiores quedas foram registadas por Mascate, capital de Omã, que desceu 14 lugares para a 123.ª posição, e pela Cidade do Kuwait, que caiu 12 lugares para o 105.º posto.
O Reino Unido recuperou depois da quebra registada no ano passado, provocada por um período de motins e agitação social. Manchester volta a ser a cidade britânica mais bem classificada, ocupando o 52.º lugar, à frente de Londres, na 54.ª posição, e de Edimburgo, na 64.ª.
Melhoria nos cuidados de saúde impulsiona Ásia
Embora a Europa Ocidental continue a ser a região mais bem classificada em termos de habitabilidade, a sua pontuação média, de 91,7, ficou ligeiramente abaixo da registada em 2025.
Já a média da Ásia aumentou 0,3 pontos, para 73,9, sobretudo graças à melhoria dos cuidados de saúde, em particular em cidades chinesas como Fuzhou, no sudeste da China, que subiu sete posições para o 93.º lugar.
"Melhorámos as classificações dos cuidados de saúde em todas as cidades chinesas, refletindo as melhorias nacionais nos modelos de financiamento e no investimento", acrescenta um porta-voz da Economist Intelligence Unit, apontando para o novo sistema de seguro de cuidados continuados e para o reforço da prestação de cuidados de saúde no país.
Apesar de Damasco, na Síria, continuar a ser considerada a cidade menos habitável do mundo, houve alterações na parte inferior da tabela: Teerão caiu para a 164.ª posição devido à guerra, enquanto Kiev desceu para o 166.º lugar.
"A pontuação média global de habitabilidade mantém-se igual à do ano passado, porque a deterioração da estabilidade no Médio Oriente e as melhorias nos cuidados de saúde na Ásia acabam por se compensar entre as 173 cidades analisadas", afirma Ana Nicholls, diretora de indústria da EIU.
"O aumento das pontuações na Ásia significa que existem agora nove cidades asiáticas no top 20, juntamente com sete cidades europeias."
As 10 cidades mais habitáveis do mundo em 2026
- Copenhaga, Dinamarca
- Viena, Áustria
- Melbourne, Austrália
- Sydney, Austrália
- Zurique, Suíça
- Genebra, Suíça
- Osaka, Japão
- Adelaide, Austrália
- Vancouver, Canadá
- Tóquio, Japão
