Trump pondera juntar-se a Israel nos ataques a instalações nucleares iranianas

18 jun 2025, 10:45
Donald Trump durante o desfile militar de celebração do 250.º aniversário do exército dos EUA, Washington DC (Julia Demaree Nikhinson/AP)
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Entre os alvos em cima da mesa está Fordo, o centro subterrâneo onde, dizem os especialistas, o Irão prepara o urânio para as suas armas nucleares. Escalada pode redesenhar o equilíbrio no Médio Oriente

O Presidente norte-americano Donald Trump está a considerar participar no esforço multiliminar de Israel para atingir instalações nucleares iranianas, avança a estação CBS, citando várias fontes próximas do dossier. Um dos alvos potenciais é Fordo, um centro subterrâneo de enriquecimento de urânio, crucial para o programa nuclear do Irão, protegido por fortes defesas aéreas e enterrado a cerca de 90 metros de profundidade.

Este local é apontado por especialistas em não proliferação nuclear como o mais provável para um eventual programa de “breakout” — ou seja, para a rápida produção de armas nucleares. Será, portanto, em Fordo que o Irão pretenderia (embora a inteligência norte-americana não confirme) enriquecer urânio para fins militares e ampliar o seu arsenal de material fissível.

Entre os conselheiros mais próximos de Trump, contudo, não há unanimidade quanto à melhor estratégia. O assunto esteve previsto para discussão numa reunião da equipa de segurança nacional na “sala de crise” da Casa Branca, com a presença de figuras como o vice-Presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o diretor da CIA John Ratcliffe.

Israel lançou ataques sobre o Irão na madrugada de sexta-feira, acusando o regime de avanços rápidos no desenvolvimento de armas nucleares. Mas uma avaliação recente dos serviços secretos dos EUA concluiu que o Irão não está a construir armas nucleares — embora haja pressão para retomar o programa.

Nos últimos meses, o Irão aumentou significativamente o seu stock de urânio quase apto para armamento, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, mas insiste que o programa é pacífico.

Oficialmente, a administração Trump garante que os EUA não participam nos ataques israelitas, embora se saiba que ajudaram Israel a interceptar mísseis iranianos em represália.

Trump, porém, não descarta envolver-se. Numa série de mensagens na rede Truth Social, o Presidente afirmou recentemente: “Agora temos controlo total dos céus sobre o Irão”. E revelou saber onde se encontra o líder supremo Ali Khamenei, mas adiou a possibilidade de o eliminar, contrariando planos israelitas.

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