Apenas metade dos médicos obstetras e pediatras inscritos na Ordem trabalham no SNS
REVISTA DE IMPRENSA || Dos 1960 obstetras e 2529 pediatras inscritos na Ordem dos Médicos, apenas 748 e 1325, respetivamente, trabalham no SNS
A carência de ginecologistas-obstetras e pediatras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a comprometer o funcionamento das urgências materno-infantis, sobretudo na Região de Lisboa e Vale do Tejo, avança o Diário de Notícias.
Dos 1960 obstetras e 2529 pediatras inscritos na Ordem dos Médicos, apenas 748 e 1325, respetivamente, trabalham no SNS - menos de metade no caso da Obstetrícia.
Apesar de o encerramento rotativo de urgências se ter tornado recorrente, poucas unidades responderam ao Diário de Notícias sobre quantos médicos têm e quantos seriam necessários para evitar ruturas, sendo que só três reconheceram falta de recursos.
No entanto, a Direção Executiva do SNS admite o problema e promete medidas, mas sindicatos e a Ordem alertam que a situação tende a piorar, com o esgotamento das horas extraordinárias, a aproximação das férias e a contínua saída de especialistas do setor público. Só entre dezembro e fevereiro, seis obstetras abandonaram o SNS.
