"Não é a intensidade que é preocupante, é a sua persistência". Proteção Civil alerta para a chuva desta noite que pode causar "cheias rápidas"

12 fev, 20:16
Cheias em Alcácer do Sal (RUI MINDERICO/LUSA)

Comandante Nacional da Proteção Civil apela ao comportamento seguro das populações e alerta para risco de cheias nas zonas baixas do Tejo

A Proteção Civil voltou a fazer novo ponto de situação a antecipar as condições meteorológicas para a noite desta quinta-feira e para a manhã seguinte, que deverá ser marcado por “precipitação por vezes forte”.

“Precipitação intensa, vento forte, em especial na sexta-feira, alguma agitação marítima e possibilidade de queda de neve acima dos 800 mil metros” são as previsões para as próximas horas, anunciadas no briefing desta tarde, que contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

De acordo com o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, o impacto na zona da Grande Lisboa poderá ser “bastante significativo”.

“A chuva nas zonas da Grande Lisboa e Península de Setúbal poderá provocar cheias rápidas, com inundação de garagens e espaços subterrâneos”, sublinhou, alertando: “Irá chover durante as próximas horas, mas não é a intensidade do fenómeno que é preocupante, é a sua persistência.”

Por isso mesmo, Mário Silvestre reforçou o alerta para as zonas ribeirinhas do Tejo, rio onde os caudais se mantêm “bastante elevados” e continuam a ser o maior alvo de preocupação das autoridades.

“No Tejo mantêm-se caudais bastante elevados, nomeadamente devido às barragens de Espanha. Isso implica que as zonas baixas do Tejo possam ser inundadas”, referiu o comandante, apelando às populações ribeirinhas que se mantenham em estado de alerta e que estejam “preparadas para abandonar as suas casas”, caso se justifique uma evacuação.

De acordo com o responsável da Proteção Civil, o Plano Especial da Bacia do Tejo mantém-se no seu estado vermelho, o nível mais elevado, pelo que frisou o apelo ao comportamento seguro das povoações, mesmo depois de a água “retornar ao leito”.

“Impera a questão da segurança. Quando a água retorna ao leito, as pessoas têm tendência a voltar às suas casas. É preciso estarmos alerta”, pediu durante a conferência.

A Proteção Civil reforçou ainda as precauções a adotar, entre elas evitar a circulação rodoviária, desligar aparelhos elétricos e torneiras, fechar as portas de casa e evitar o contacto com cabos encontrados na rua.

No que toca à circulação rodoviária, o alerta vai para os lençóis de água e para os pisos escorregadios, devendo ser evitada a passagem por túneis ou zonas potencialmente alagadas.

Registaram-se até às 18:00 desta quinta-feira 16.623 ocorrências, avançou o comandante. No terreno estão destacados 56.703 operacionais da Proteção Civil e foram mobilizados 23.124 meios.

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