Mau tempo: danos das tempestades param futebol e futsal em Leiria

16 fev, 16:56
Pavilhão da Embra (Sporting Clube Marinhense)

Mais de 90 clubes da região reportaram danos graves

Dezanove dias após a passagem da tempestade Kristin, o cenário no futebol distrital de Leiria é de forte paralisação. Mais de 90 dos 125 clubes filiados na Associação de Futebol de Leiria registaram danos significativos nas suas infraestruturas, muitos dos quais continuam sem eletricidade.

O presidente da Associação de Futebol de Leiria (AFL), Carlos Mota Carvalho, admite que fevereiro será um mês difícil para o regresso às competições, apontando o início de março como meta possível.

«Os clubes estão ainda a fazer o levantamento e com alguma dificuldade em orçamentar. Em fevereiro é difícil a retoma», afirmou à Agência Lusa.

A falta de energia em campos e pavilhões tem atrasado a avaliação dos prejuízos, sobretudo porque a iluminação é essencial para os treinos noturnos. Em vários casos, há receio de ligar os quadros elétricos devido à humidade e a cabos danificados, enquanto se aguarda por técnicos especializados.

O futsal é uma das modalidades mais afetadas, com pavilhões nos concelhos de Leiria e Pombal «totalmente inutilizados», o que impede, para já, qualquer previsão de regresso. A ocupação de recintos municipais por serviços de apoio social agrava o cenário.

Entre os estragos registam-se quedas de árvores, destruição de sistemas elétricos e danos em telhados de balneários e sedes. A Federação Portuguesa de Futebol disponibilizou um fundo de emergência de 100 mil euros, valor considerado insuficiente face aos prejuízos que ascendem a milhares de euros.

A AFL aguarda agora por linhas de apoio governamentais, embora tema dificuldades no acesso a fundos públicos devido à falta de licenciamentos em várias infraestruturas construídas após o 25 de Abril.

Para viabilizar o regresso, a solução poderá passar pela partilha de recintos nas zonas menos afetadas e pela redução da carga semanal de treinos, numa tentativa de preservar a verdade desportiva e permitir que as equipas retomem a preparação antes de competir.

A tempestade Kristin integrou um ciclo de depressões que provocou 16 mortes em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados, afetando sobretudo as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

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