Proteção Civil: "Restrinjam ao máximo a circulação". Estas são as estradas cortadas na região de Lisboa

CNN Portugal , MJC
13 dez 2022, 07:51

Ponto da situação da Proteção Civil às 7:00. Acessos a Lisboa estão bastante condicionadas. Na capital, túneis estão fechados e o alerta principal é na zona ribeirinha

"Apelamos a todos a que restrinjam ao máximo a circulação e ponderem as deslocações", diz André Fernandes, comandande nacional de Emergência e Proteção Civil, no ponto da situação pelas 7:00 desta terça-feira.

Lisboa e Setúbal, com um total de mais de 270 corrências durante a madrugada e manhã, são neste momento os concelhos mais afetados.

Há várias vias com cortes nos acessos a Lisboa: nomeadamente nas zonas de Lisboa, Loures e Torres Vedras, devido a inundações e lençóis de água.

De acordo com a Proteção Civil, estão cortadas ao trânsito a Estrada Nacional (EN) 8 entre Odivelas e Loures e a EN 250 em Frielas devido ao galgamento do rio.

Estão igualmente cortadas a EN115 na Rotunda das Oliveiras e A-das-Lebres, Loures, os acessos à A8, em Loures, EN115-2 Maxial-Ermegeira devido a um deslizamento de terras, a EN9 Ponte Rol, Torres Vedras, e a Calçada de Carriche, Odivelas, por causa de uma derrocada de terras.

Em Lisboa estão intransitáveis os túneis do Campo pequeno, Campo Grande, Avenida João XXI e Avenida de Berlim, o Eixo Norte-Sul, a Radial de Benfica, a Segunda Circular no sentido Lisboa Norte, a Avenida Infante D. Henrique junto ao Túnel Batista Russo, a Avenida de Berna, todos os acessos à Praça de Espanha e Avenida Calouste Gulbenkian.

Estão também intransitáveis, a Avenida de Ceuta, Alfredo Bensaúde, Estrada do Penedo, Alcântara (vários locais), Cruzamento Gago Coutinho com EUA, Praça de Sete Rios, Avenida de santo Contestável, Avenida 24 de Julho até Belém e Avenida de Ceuta junto ao acesso à ponte 25 de abril.

"Temos estradas intransitáveis e a zona ribeirinha afetada"

Não há vítimas a lamentar até ao momento. "Até agora, em Lisboa, as autoridades têm conseguido dar resposta", afirma o responsável da Proteção Civil.

No entanto, "temos vias com trânsito cortado e a zona ribeirinha está afetada", diz - sobretudo porque a maré está alta e há agitação marítima. Mas a situação junto ao rio irá melhorar assim que a maré começar a baixar.

"Trata-se de uma situação meteorológica complicada e prevê-se que continue assim nas próximas horas", afirma André Fernandes.

Segundo o responsável, devido a trabalhos na subestação da Abóbada, concelho de Cascais, está previsto um corte de energia de cerca de uma hora e meia num raio de 10 quilómetros nesta zona de Cascais.

O IPMA prevê um novo agravamento do estado do tempo para a manhã desta terça-feira em todo o território de Portugal Continental, com período de chuva mais intensa cerca das 9:00.

À CNN Portugal, Jorge Miranda, presidente do Conselho Diretivo do IPMA, fala num "enorme" nível de precipitação e explica que este quadro de chuvas fortes "é diferente do dia 7", com picos de precipitação superiores a 40mm por hora, que se agravará dentro de duas horas. "Estamos a falar de uma situação extrema num inverno muito rigoroso", afirma.

Além das inundações urbanas, o IPMA prevê ainda o aumento do caudal dos rios. "Temos cheias do tipo urbano e que ainda vão causar muitos prejuízos, mas também cheias devido ao sistema fluvial transbordar".

 

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