Depressão Marta vai entrar por Lisboa e Setúbal com muita chuva. Período entre a manhã e o início da tarde é o mais preocupante

7 fev, 00:15

Zonas onde a situação é mais complicada podem ser as mais atingidas com a chegada da terceira depressão em poucos dias

A depressão Marta chega dentro de poucas horas a Portugal, com os primeiros efeitos previstos a partir das 06:00.

Ao contrário do que foi inicialmente anunciado, a terceira tempestade a atingir o nosso país num curto espaço de tempo vai entrar a sul de Lisboa, e não pela região Oeste.

A confirmação foi dada pela meteorologista Patrícia Marques, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“A partir das 06:00 a depressão Marta começa a aproximar-se de Portugal Continental, aproxima-se pela zona a sul de Lisboa, estando o distrito de Lisboa incluído”, referiu, em declarações à CNN Portugal.

E entra logo em força, com “muita precipitação” nas primeiras horas da manhã, o que preocupa as zonas ribeirinhas já de si saturadas, como pode ser o caso de Alcácer do Sal, onde o rio Sado galgou as margens e está dentro da cidade há alguns dias.

Patrícia Marques refere que os distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro serão afetados, sobretudo no litoral, com a tempestade a progredir depois para o interior do país, nomeadamente na zona Sul.

A precipitação vai depois chegar à região Centro, onde se inserem os distritos mais afetados pelas depressões Kristin e Leonardo. Leiria, Coimbra e Santarém, onde se contam quase todos os prejuízos averbados, vão estar a braços com nova situação complicada.

De acordo com as autoridades, a situação ao longo do rio Tejo é particularmente preocupante. É ali que dezenas de pessoas já foram retiradas - aldeias do Cartaxo ou de Santarém são exemplo -, esperando-se horas de sobressalto para todas as zonas ribeirinhas.

A região Norte é que parece estar fora da rota da tempestade. De acordo com Patrícia Marques, mesmo que sejam sentidos, os efeitos da depressão Marta não serão significativos mais acima.

Com a precipitação vem também o vento, mesmo que com rajadas menos intensas que na depressão Kristin - em Soure foram registados 208 quilómetros por hora -, mas que podem provocar estragos, nomeadamente nas zonas onde há maior fragilidade.

Serão rajadas na ordem dos 90 quilómetros por hora, sendo que Lisboa e Setúbal deverão ser os distritos mais afetados pelo vento e pela chuva. O Oeste acabará por também ter algum vento da parte da tarde, mas não na dimensão do que ocorreu há semana e meia.

Antevendo o que aí vem, Patrícia Marques explicou que as horas entre a manhã e o início da tarde vão ser as piores. Depois disso “a situação melhora consideravelmente”, mesmo que se continuem a verificar alguns episódios de vento e de chuva.

“Quer o vento, quer a precipitação, deixam praticamente de se fazer sentir em Portugal Continental e até à manhã de domingo teremos um período de acalmia da situação”, frisou, admitindo uma ou outra situação de chuva e vento nessa altura.

O problema, avisou Patrícia Marques, é que a entrada desta nova tempestade vai fazer-se precisamente pelos locais que estão mais degradados, como é o caso de Alcácer do Sal, onde cerca de 200 pessoas foram obrigadas a sair de casa por precaução.

Acautelando esta mesma situação, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou o encerramento de vários espaços públicos, procurando avisar a população para ter cuidado nas deslocações.

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