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Governo vai apoiar municípios afetados pelo mau tempo, prejuízos avaliados até 15 de janeiro

Agência Lusa , PP (atualizado às 17:00)
9 dez 2022, 14:50
Mariana Vieira da Silva (Manuel de Almeida/Lusa)

"Os apoios dependem sempre do levantamento dos danos", disse Mariana Vieira da Silva

O Governo vai apoiar os municípios da Grande Lisboa afetados pelo mau tempo desde quarta-feira à noite, devendo as autarquias fazer o levantamento dos prejuízos até, no máximo, 15 de janeiro, anunciou hoje a ministra da Presidência.

"Os apoios dependem sempre do levantamento dos danos", disse Mariana Vieira da Silva, salientando que os municípios, em articulação com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, deverão avaliar os prejuízos, se possível, até ao final do ano, tendo ficado como data limite o dia 15 de janeiro.

A governante falava aos jornalistas no final de uma reunião com os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa (AML) para avaliar o impacto das cheias registadas na quarta-feira à noite, que contou com a presença de 11 dos 18 municípios da AML: os nove da margem norte do rio Tejo - Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira – e dois da margem sul - Seixal e Almada.

Não participaram na reunião, que decorreu na sede da AML, em Lisboa, sete municípios da margem sul: Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Sesimbra e Setúbal.

Da parte do Governo, além da ministra da Presidência, estiveram presentes a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e os secretários de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, e da Economia, Pedro Cilínio.

Desde a noite de quarta-feira, o mau tempo associado à chuva intensa provocou várias inundações, o que motivou o corte de estradas, túneis e acessos a estações de transporte, assim como danos em estabelecimentos comerciais, habitações e veículos, causando elevados prejuízos.

Há a registar a morte de uma mulher em Algés, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, e dezenas de pessoas desalojadas.

"Grande capacidade de resposta” da Proteção Civil às inundações

O Governo realçou ainda a “grande capacidade de resposta” da Proteção Civil, serviços municipais e bombeiros, às ocorrências relacionadas com a chuva, com uma ação “muito rápida” na quarta-feira à noite, nos concelhos da Grande Lisboa.

“A Proteção Civil e as proteções civis municipais tiveram uma ação muito rápida na noite da passada quarta-feira, tendo em conta um volume absolutamente atípico de chuva que ocorreu em muito poucas horas e, portanto, fazemos uma avaliação de uma grande capacidade de resposta que existiu nessa noite”, declarou a ministra da Presidência.

Além de destacar a capacidade de resposta às ocorrências relacionadas com o mau tempo, a ministra disse que é preciso estar alerta relativamente às previsões meteorológicas para os próximos dias, nomeadamente de sábado para domingo.

Os 11 municípios da AML que estiveram presentes na reunião foram os nove da margem norte do rio Tejo - Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira – e dois da margem sul - Seixal e Almada, que foram convocados tendo em consideração os dados das ocorrências da Proteção Civil.

Apesar disso, foi dada a possibilidade dos outros sete municípios da AML, todos da margem sul - Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Sesimbra e Setúbal -, também comparecerem na reunião, se assim o entendessem, explicou a ministra, ressalvando que os impactos da intempérie são “muito diferenciados” entre os territórios.

Questionada sobre apoios para a região do Algarve, em que o concelho de Faro também foi afetado por inundações, Mariana Vieira da Silva focou-se na resposta na AML, sem adiantar mais informação.

Quanto aos 11 municípios da AML que deverão ser apoiados, após o levantamento dos prejuízos até, no máximo, 15 de janeiro, a governante referiu que sofreram com “uma chuva muitíssima intensa, durante algumas horas”, em que “choveu mais do que 10% do total da chuva do ano passado”.

“Temos que saber lidar com as catástrofes […], com as alterações climáticas, vamos viver mais recorrentemente estes períodos de necessidade”, apontou.

Relativamente à existência de falhas na prevenção, nomeadamente nos avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para o mau tempo na região de Lisboa, Mariana Vieira da Silva afirmou: “As previsões são previsões e todos sabíamos que naquela noite havia uma sinalização de mau tempo”.

“A forma como tudo isto se processa, às vezes mais rápido, outras vezes de forma não tão rápida, não me parece que esteja na base de nenhuma incapacidade de resposta”, considerou a ministra da Presidência, voltando a destacar a “enorme” capacidade de resposta dos bombeiros, da Proteção Civil e das equipas das câmaras municipais.

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