Matvei Rumiantsev foi considerado culpado depois de ter causado lesões corporais à vítima
Um cidadão russo foi condenado a quatro anos de prisão por agredir uma mulher num caso no Reino Unido que, inesperadamente, envolveu Barron Trump, filho do presidente norte-americano, que disse à polícia britânica ter testemunhado a agressão durante uma videochamada no ano passado.
Matvei Rumiantsev, de 22 anos, foi sentenciado esta sexta-feira no Tribunal da Coroa de Snaresbrook, em Londres, depois de ter sido considerado culpado em janeiro por agressão que causou lesões corporais, informou a agência de notícias britânica PA Media.
Foi também considerado culpado de obstrução à justiça, acusação relacionada com uma carta que Rumiantsev escreveu à mulher da prisão após o ataque, pedindo-lhe que retirasse as acusações.
Durante o julgamento, Rumiantsev admitiu ainda ter sentido "ciúmes, em certa medida" da amizade da mulher com Barron Trump, que conheceu nas redes sociais, alegando que ele e a vítima tiveram uma discussão sobre o assunto em 2024.
Trump, agora com 19 anos, disse à polícia britânica numa chamada de emergência a 18 de janeiro do ano passado: "Estou a ligar dos EUA, acabei de receber uma chamada de uma rapariga... está a ser agredida", de acordo com a transcrição.
"Isto aconteceu há cerca de oito minutos. Acabei de perceber como podia ligar a alguém. É realmente uma emergência."
Trump disse depois à polícia que a videochamada com a mulher tinha sido "breve", mas "intensa".
A mulher, que não pode ser identificada por razões legais, disse aos jurados acreditar que a intervenção de Trump ajudou a impedir Rumiantsev de a matar, segundo os meios de comunicação britânicos.
Rumiantsev foi considerado inocente de uma acusação de violação e estrangulamento intencional relacionada com o mesmo incidente em que Trump ligou para a polícia britânica a 18 de janeiro, segundo o tribunal.
Foi também considerado inocente de outra acusação de violação e agressão alegadamente ocorrida em novembro de 2024, de acordo com a PA Media.
Sana Noor Haq, da CNN, contribuiu para esta reportagem