Médico de Matthew Perry declara-se culpado pela morte do ator de Friends

CNN Portugal , MMC
17 jun, 12:51
Matthew Perry (AP)

O ator foi encontrado sem vida em outubro de 2023, por ter injetado doses de cetamina, alegadamente fornecidas por Salvador Plasencia

Salvador Plasencia, médico de Matthew Perry, concordou em declarar-se culpado por distribuir cetamina ao ator, segundo um acordo judicial publicado esta segunda-feira. 

De acordo com a notícia do LA Times, o médico de Santa Monica poderá enfrentar uma pena de até 40 anos de prisão, pelas quatro acusações de que foi alvo face à distribuição de cetamina, além de ser acusado por falsificação de documentos e registos relacionados com a investigação da morte do ator. 

Cerca de um mês antes da sua morte, Matthew Perry chegou a Salvador Plasencia depois de se tornar dependente de cetamina intravenosa numa clínica local, onde fazia tratamentos para a depressão e ansiedade, segundo Anne Milgram - administradora da DEA, Drug Enforcement Administration (Administração de Repressão às Drogas). Após ver recusado um aumento nas dosagens do tratamento, o ator virou-se para fontes de fornecimento externas, garantidas pelo médico de Santa Monica - dono de uma clínica de urgências em Malibu -, que recebeu autorização da DEA para prescrever, fornecer e administrar narcóticos e outras substâncias controladas, desde que para fins médicos legítimos. 

Para suprir a dependência do ator, Plasencia contactou Mark Chavez, médico que tinha gerido uma clínica de cetamina e um dos outros arguidos do processo - que já se declarou culpado -, a quem pediu ajuda, para que Matthew Perry “não olhasse para outro lado”, no que ao fornecimento de cetamina dizia respeito, com Plasencia a questionar-se “quanto é que aquele idiota vai pagar”, nas mensagens que trocou, mais tarde, com Chavez.  

Segundo o LA Times, Matthew Perry pagou aos médicos, durante esse mês, cerca de 55 mil dólares por 20 frascos de cetamina, que custavam 12 dólares cada, a Mark Chavez. Mas foi Kenneth Iwamasa, assistente pessoal de Matthew Perry, que foi acusado de administrar a dose fatal ao ator. De acordo com as autoridades, Plasencia instruiu Iwamasa a como injetar as doses de cetamina em Perry. 

Além de Plansencia, Chavez e Iwamasa, os outros arguidos do caso são Erik Fleming, que também se declarou culpado, e Jasveen Sangha, conhecida como "Rainha da Cetamina", que se declarou inocente.  

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