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Maniche admite que fez "algumas entradas mais duras" mas nunca uma "maldade" como a de Matheus Reis

CNN Portugal , MMC
27 mai 2025, 09:00
Matheus Reis (FOTO: Maisfutebol)

o que coincide com a posição de André Geraldes. Para o antigo team manager dos ‘leões’, “o lance é de extrema gravidade” e a “entrada tem claros indícios de conduta violenta, com traços de malícia, que passaram impunes”. E acrescenta: “Se devidamente assinalada, a expulsão poderia ter alterado o desfecho do jogo”.

Quanto à influência de Rui Borges, antes e depois do lance, Maniche é claro: “Estou em crer que Rui Borges nada teve a ver com aquele lance e falará com o jogador sobre o mesmo, de forma a alertá-lo e a chamá-lo à atenção”. “Também porque o Sporting correu o risco de passar a jogar com menos uma unidade”, defende o comentador da CNN Portugal, acrescentando que “os adversário e os colegas já sabem do temperamento do atleta”, não sendo, esta, “a primeira vez que isto acontece” com o defesa do Sporting. 

observa o ex-team manager dos ‘leões’. O dirigente acrescenta, ainda, que “a ausência de uma reação oficial não só contrasta com esse discurso, como também deixa muito a desejar do ponto de vista ético e institucional”, classificando o silêncio da atual administração como “ensurdecedor”. Para Geraldes,

Ainda no capítulo disciplinar, André Geraldes, por seu turno, aponta o dedo ao VAR: “É urgente tomar medidas concretas e firmes para que situações desta natureza não se repitam. O erro de Tiago Martins não só desvirtuou o resultado final da partida, como também permitiu que uma infração de enorme gravidade passasse impune”. 

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Antigo jogador do Sporting considera que o defesa brasileiro devia ter sido expulso pela agressão ao jogador do Benfica Belotti na final da Taça de Portugal. O também antigo jogador e treinador dos leões não tem dúvidas sobre as intenções de Matheus Reis na polémica disputa de bola

"Pura agressão". É assim que Maniche, antigo jogador de Sporting, FC Porto e Benfica, qualifica o comportamento de Matheus Reis numa disputa de bola com Andrea Belotti nos descontos do tempo regulamentar da final da Taça de Portugal.

As imagens, já depois do avançado italiano estar deitado sobre a linha de cabeceira, mostram a chuteira de Matheus Reis sobre a cabeça do adversário, num tipo de lances que, recorda Maniche, “passavam despercebidos” com a ausência de VAR, mas que, atualmente, “devem ser escrutinados e analisados com o maior cuidado”. 

Augusto Inácio, também antigo jogador e treinador do Sporting, faz a mesma leitura do polémico momento: “Há uma agressão clara de Matheus Reis sobre Belotti, depois da qual o defesa do Sporting teria de ver o cartão vermelho.” 

Maniche não consegue mesmo encontrar motivos para explicar um lance em que “a maldade falou mais alto”, admitindo que ao longo da sua carreira fez “algumas entradas mais duras”, mas “nunca deste tipo de gravidade”. Para o comentador da CNN Portugal, “este tipo de lances, normalmente, têm como justificação o calor do momento”, mas, na sua análise, tratou-se de “uma ação que foi propositada e teve maldade”.

O “temperamento” de Matheus Reis podia ter também prejudicado o Sporting, se fosse expulso, pelo que Maniche acredita que, além da chamada de atenção e da conversa entre Rui Borges e o jogador, o lance “deve ser analisado de forma séria, profunda e transparente”. No entanto, até porque o Sporting venceu, “haverá alguma complacência para com o atleta”, antecipa. 

Para Augusto Inácio, o técnico dos leões deve falar “primeiro com o jogador em particular” e sublinhar que aquela conduta “não é benéfica para ninguém”. “Prejudica-o a ele, prejudica o clube e ninguém gosta de ver aquelas situações, incluindo qualquer outro treinador”, defende. 

Depois, “em grupo”, Rui Borges deve chamar a atenção “para que o exemplo de Matheus Reis não se repita com mais ninguém”. Mas, alerta Augusto Inácio, deve ser uma situação para resolver “entre quatro paredes”, sem descartar mão mais pesada: “Se isto for repetido várias vezes durante a época, pode chegar-se a patamares disciplinares mais elevados.” 

Mas não é só Matheus Reis que ficou mal na imagem. O antigo diretor desportivo dos leões André Geraldes critica a direção de Frederico Varandas por estar em silêncio sobre o lance, que até já motivou uma participação disciplinar do Benfica contra o jogador e também Maxi Araújo.

“A nível interno, o Sporting devia ter tomado uma posição. O mais preocupante é que, infelizmente, assistimos, até nas redes sociais, a atletas do clube a vangloriarem-se pela entrada sobre o adversário, um colega de profissão. Para uma instituição que, no passado recente, tanto se destacou na defesa da integridade desportiva e da transparência na arbitragem, o silêncio da atual administração é incompreensível”, argumenta, considerando ainda que o Sporting “deveria ter vindo a público reconhecer a gravidade do erro”, que é “do tamanho do Monte Evereste”.

Quanto a um eventual castigo por parte da Federação Portuguesa de Futebol, Maniche entende que, “sendo uma atitude antidesportiva”, a FPF “deve agir e o jogador tem de ser castigado, mesmo que o critério não tenha sido esse com outros clubes no passado”. Já Augusto Inácio não tem dúvidas de que “se o conselho de disciplina da FPF entender que há matéria para mover um processo contra o jogador assim o fará”.

No fundo, defende Maniche, “este tipo de conduta não dá um bom exemplo do futebol, não atrai adeptos nem traz crianças para a modalidade”.

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