Farto de usar máscara? Pense duas vezes: estudo conclui que nos torna mais atraentes

17 jan, 09:12
Novas regras de covid-19 em França

Atenção passa a estar mais focada no olhar e há uma maior sensação de segurança. As máscaras cirúrgicas parecem ser as que mais resultam

Há quase dois anos seguidos a fazer parte do dia a dia, a máscara tornou-se algo essencial, sendo mesmo, a par da vacinação, a maior arma contra a pandemia de covid-19. Se ao início eram todas num tom azul-bebé (cirúrgicas), foi-se generalizando a ideia de que a máscara também podia fazer parte do guarda-roupa.

Agora, para as pessoas que têm nessa uma preocupação, um novo estudo vem incentivar de outra forma a utilização da máscara: é que, de acordo com uma investigação britânica, as pessoas ficam mais atraentes quando utilizam máscara protetora.

Foi isso que concluíram especialistas da Universidade de Cardiff, que ficaram surpreendidos ao verem que, tanto mulheres como homens, foram vistos de forma mais atraente ao utilizarem máscara. De resto, e de acordo com o mesmo estudo, a máscara cirúrgica descartável poderá até ser o tipo mais atraente.

Um dos autores do estudo revela que esta é uma inversão da tendência, uma vez que uma investigação semelhante realizada antes da pandemia identificava as pessoas que utilizavam máscaras como estando associadas a doenças, o que reduzia a sua atratividade. Segundo Michael Lewis, que faz parte da área de psicologia da Universidade de Cardiff, o objetivo de um novo estudo foi verificar se esta era uma situação que se tinha alterado.

"O nosso estudo sugere que os rostos são considerados mais atraentes quando cobertos por máscaras faciais. Isto pode acontecer porque estamos habituados a que os profissionais de saúde utilizem máscaras azuis e agora associamos essas máscaras a cuidadores ou profissionais médicos. Numa altura em que nos sentimos vulneráveis, podemos concluir que a utilização de máscaras traz segurança e dá um sentimento de positividade perante o utilizador", afirmou o professor, em declarações citadas pelo jornal The Guardian.

A primeira parte do estudo foi realizada em fevereiro de 2021, cerca de um ano depois de a pandemia chegar à Europa. No Reino Unido, foi pedido a 43 mulheres que avaliassem, numa escala de 0 a 10, o quanto se sentiam atraídas por imagens em diferentes situações: sem máscara, com máscara de pano simples, com máscara cirúrgica ou com um livro na zona que seria coberta pela máscara.

As participantes disseram que os homens com máscaras eram mais atraentes. E se isso foi verdade para ambas as máscaras, foi ainda mais evidente nos casos das fotografias em que o utensílio era uma máscara cirúrgica.

"Os resultados vão contra a pesquisa feita antes da pandemia, em que as pessoas associavam máscaras a doenças e a pessoas que deviam ser evitadas", explicou Michael Lewis, que fala numa mudança de mentalidade na perceção das máscaras: "Quando vemos alguém com uma máscara já não pensamos 'esta pessoa tem uma doença'".

Para o especialista, e além da segurança, a razão que leva as pessoas a acharem as máscaras mais atrativas é o redirecionamento do olhar, que passa a estar mais focado nos olhos das outras pessoas.

Os resultados deste estudo foram publicados no jornal científico Cognitive Research: Principles and Implications.

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