Covid-19: Marta Temido diz que será "avaliada" redução do isolamento de 10 para 5 dias

28 dez 2021, 18:57

Ministra refere que ainda não há certezas quanto ao efeito da variante Ómicron nas hospitalizações e letalidade, mas reforça apelo à vacinação e ao cumprimento das medidas

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A ministra da Saúde, Marta Temido, adiantou à CNN Portugal que a decisão de reduzir o número de dias de isolamento, de 10 para cinco, "terá de ser avaliada". 

"É uma decisão estritamente técnica. As autoridades de saúde estão a recolher a melhor informação, a trabalhar com outros países e a verificar qual a melhor solução para o nosso contexto epidemiológico", afirmou. "Se isso for possível, é naturalmente uma boa notícia".

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Marta Temido diz, ainda, que o número de casos registados esta terça-feira, um recorde 17.172 infeções, "está em linha" com as estimativas do Instituto Ricardo Jorge (INSA) e, também, com a "subnotificação" de casos nos dias anteriores.

“Estes números estão em linha com as estimativas que o INSA tinha disponibilizado ao Ministério da Saúde. Estão também em linha com o que é alguma recuperação de uma subnotificação que era patente no dia 26 de dezembro, e também no dia 27, e com aquilo que imaginávamos viesse a ser o impacto de uma maior prevalência da variante Ómicron, com um risco de transmissão superior e velocidade de duplicação na casa dos oito dias", afirmou.

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A ministra da Saúde lembra que a variante Ómicron foi identificada há apenas um mês, o que não permite ter certezas quanto ao impacto "em termos de hospitalizações e letalidade". No entanto, deixa duas garantias. "O reforço da vacinação protege e medidas restritivas ajudam a conter a propagação do vírus".

Salientando que "não há previsões" para quando acontecerá o pico de casos desta vaga, Temido reafirma que a estimativa atual aponta para os 37 mil casos a 7 de janeiro.

“Não temos previsões. O que sabemos é que tomámos medidas de antecipação. Temos de dar tempo para que produzam efeitos. Dias 29 de dezembro e 4 de janeiro, vamos fazer uma reanálise de cenários e de evolução, mas neste momento é prematuro imaginar quando chegamos ao pico e quanto tempo demoraremos a reverter esta situação. Neste momento, a estimativa aponta para 37 mil casos a 7 de janeiro", reforçou.

A ministra da Saúde abordou, de igual modo, os constrangimentos na Linha Saúde24 que, segundo a própria, "desde há oito dias que sente pressão".

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"Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, a Altice e a DGS têm tomado medidas, como a revisão dos algoritmos de atendimento que permitam automatizar os fluxos de resposta e o reforço de meios humanos e técnicos da linha, com a abertura de novos call centers noutros pontos do país".

Num tom otimista, a ministra afirma que estamos numa "outra fase da pandemia, que talvez não tenha um impacto na mortalidade que teria se tivéssemos este número de infeções há um ano".

"Quando tivemos os mais de 16 mil casos, havia mais de 300 mortos e mais de 900 pessoas nos cuidados intensivos. Hoje a realidade é distinta, e isso deve-se à vacinação, mas o tipo de respostas que temos de dar é também distinto".

Temido afirma, também, que não teme a falta de adesão dos portugueses às novas medidas.

"Temos de dar tempo às medidas para fazer efeito. Espero que aquilo que fizemos seja suficiente. Estou em crer que os portugueses, que nos habituaram a um nível de responsabilidade do qual nos orgulhamos e nos permitiu chegar até aqui, conseguirão também estar à altura. Nós tentaremos fazer o melhor possível para não defraudar as expectativas”.

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