Sondagem TVI/CNN: Apesar do caos no SNS, Marta Temido recebe nota positiva dos portugueses

19 jul, 20:34
Marta Temido durante uma audição na Assembleia da República (António Cotrim/Lusa)

Maioria dos inquiridos da sondagem da Pitagórica para a TVI e CNN Portugal quer continuar a ver Marta Temido como ministra da Saúde. Para responder à falta de profissionais, é bem vista a permanência de profissionais no SNS durante alguns anos após a formação

Falta de profissionais, urgências fechadas, longas listas de espera. Depois de uma pandemia que deixou o SNS à beira da rutura, as dificuldades sentidas no SNS têm sido notícia ao longo das últimas semanas. Mas, apesar deste cenário, os portugueses dão nota positiva à ministra da Saúde, Marta Temido, e querem continuar a vê-la no cargo.

Na sondagem da Pitagórica para a TVI e CNN Portugal, 37% dos inquiridos dão uma avaliação positiva ou muito positiva à governante. São 4% aqueles que lhe atribuem mesmo a nota máxima.

Ao longo dos últimos anos, a atuação de Marta Temido tem dividido opiniões. E os resultados provam isso mesmo: 32% dos inquiridos dão-lhe uma avaliação negativa ou muito negativa. Na pior avaliação alinham 10%.

Apesar de, nos extremos, o peso ser maior numa avaliação muito negativa do que numa avaliação muito positiva, certo é que Marta Temido consegue um saldo positivo de cinco pontos percentuais a pesar do lado daqueles que lhe elogiam o trabalho.

Há ainda 30% dos inquiridos que optam por uma posição neutra quanto ao desempenho da governante.

Mais clara é a resposta sobre a continuidade de Marta Temido enquanto ministra da Saúde: uma maioria absoluta (56%) quer vê-la no cargo por mais tempo. Mais do que os 36% que preferem a sua substituição.

Devolver o investimento na formação

Na sondagem da Pitagórica para a TVI e CNN Portugal, os inquiridos dão também pistas ao Governo sobre como se poderia atenuar o problema crónico da falta de profissionais no SNS.

São 68% aqueles que concordam ou concordam totalmente com a existência de uma lei que obrigasse os médicos no final da formação a permanecer nos serviços públicos um determinado número de anos, de modo a compensar o investimento feito pelo Estado na formação. Trata-se de uma percentagem que contrasta fortemente com os 21% quem discordam ou discordam totalmente desta potencial mudança.

Mas, se mais de metade é a favor da permanência dos profissionais no SNS após a formação, o mesmo não acontece quando se fala de uma lei que obrigue os médicos a terem exclusividade com o Serviço Nacional de Saúde. Questionados sobre esta possibilidade, 45% discordam ou discordam totalmente. Outros 42% concordam ou concordam totalmente.

Ficha Técnica

Sondagem realizada pela Pitagórica para A TVI e CNN Portugal, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a atualidade nacional e internacional. O trabalho de campo decorreu entre os dias 21 de junho a 4 de julho de 2022, foram recolhidas 828 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/- 3,48% para um nível de confiança de 95,5%.

A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores Portugueses recenseados e foi devidamente estratificada por género, idade e região. A Taxa de resposta foi de 62,82% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.

A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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