Marta Temido sobre risco elevado de transmissão da covid-19: "Está quase tudo contra nós"

Ontem às 11:28
Ministra da Saúde Marta Temida
Ministra da Saúde Marta Temida

Ministra da Saúde diz que se aproxima uma fase preocupante para Portugal em termos de transmissão da covid-19, devido ao frio, transmissibilidade do vírus em ambientes pouco arejados e convívios associados à época natalícia

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Marta Temido disse esta sexta-feira que o risco de transmissão efetivo da covid-19 "é muito elevado neste momento", pedindo cuidados com a aproximação do inverno e da quadra natalícia. 

"Vamos passar por uma fase em que está quase tudo contra nós", alertou a ministra da Saúde, após uma visita ao IPO de Coimbra, referindo que há três elementos de "enorme preocupação": o frio, a maior transmissibilidade do vírus em ambientes "não tão arejados quanto deviam ser" e os convívios familiares associados à quadra natalícia.

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"O que fazemos nesta fase é dar um sinal claro de que as medidas são agora", frisou Marta Temido, sublinhando que não podem ser descuradas as medidas individuais de proteção da covid-19. A ministra acrescentou ainda, sobre as medidas ontem aprovadas em Conselho de Ministros, que o Governo está preocupado em criar "um espaço a seguir ao Natal em que haja uma maior contenção da transmissão". 

"E esperamos que, daqui até lá, consigamos travar aquilo que é a transmissão que temos, que é muito elevada", resumiu. 

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Questionada sobre as medidas que o Governo tomou, se serão suficientes ou poderão ser ainda agravadas, a ministra afirmou que são "medidas proporcionais à fase em que estamos", referindo que a taxa de vacinação permite uma "tranquilidade relativa" face aos óbitos e casos de doença grave mas o facto de a Europa estar a braços com mais uma vaga de covid-19, bem como a transmissão de novas variantes, obriga a maiores cuidados e restrições.

"Procurámos tomar medidas que, afetando o menos possível a vida e a normalidade de todos, pudessem ter o efeito pretendido da perceção de risco", explicou. 

Marta Temido revelou ainda que, até ao momento, o comité da Direção-Geral da Saúde que pondera a vacinação de crianças dos cinco aos 12 anos ainda não chegou a uma conclusão. 

Portugal acompanha informação sobre nova variante

Sobre a nova variante identificada na África do Sul, e que poderá ser a mais agressiva da covid-19 até ao momento, a ministra da Saúde referiu que Portugal está a acompanhar a evolução da informação técnica.

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"Estamos todos muito atentos", sublinhou, referindo-se sobretudo às notícias que saíram da reunião entre peritos sul-africanos e a OMS, de avaliação da nova variante da covid-19 nomeadamente ao nível da transmissibilidade, características e fuga ao sistema protetor das vacinas.

"Em setembro, no Infarmed, isto foi dito: o pior cenário podia transformar-se num cenário complexo se houvesse novas variantes que escapassem à proteção das vacinas. Vamos acompanhar", frisou Marta Temido.

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