Itália admite suspender a livre circulação com Espanha após entrada de milhares de marroquinos em Ceuta
As imagens dos milhares de migrantes que entraram em Espanha a nado e a festejar
As impressionantes imagens da entrada de milhares de marroquinos em Ceuta
Quebra das barreiras de segurança está a ser difícil de controlar na fronteira entre Espanha e Marrocos
Itália está a considerar suspender o acordo de Schengen que mantém com Espanha, tendo em conta a crise migratória que acaba de surgir em Ceuta, na fronteira com Marrocos.
Milhares de cidadãos atravessaram Marrocos para Ceuta, em Espanha, depois de terem nadado à volta das barreiras de segurança que separam os dois territórios.
De acordo com a agência Reuters, que cita fontes do gabinete da primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, a suspensão da livre circulação entre os dois países pode estar em causa.
Já depois da publicação da notícia, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália confirmou que era uma das pessoas a favor da suspensão do acordo. Antonio Tajani escreveu na rede social X que "a imigração descontrolada é um perigo para a segurança nacional".
"As imagens que chegam de Ceuta mostram como a decisão do governo de Madrid de conceder cidadania espanhol, e por isso europeia, a mais de 500 mil imigrantes irregulares é profundamente errada e encoraja o tráfico humano", acrescentou.
Sono favorevole alla chiusura dello spazio Schengen con la Spagna e ho piena fiducia nell’operato del Ministro Piantedosi. L’immigrazione irregolare e incontrollata rappresenta un pericolo per la sicurezza nazionale. Le immagini che arrivano da Ceuta dimostrano come la scelta del…
— Antonio Tajani (@Antonio_Tajani) July 30, 2026
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, já garantiu que as autoridades estão em coordenação com Marrocos para tentarem resolver o problema, até porque a polícia presente em Ceuta parece não estar a conseguir dar conta do recado.
De resto, e também por isso, o Ministério do Interior de Espanha convocou as Forças Armadas para ajudarem na situação. De imediato seguem para Ceuta 60 militares que vão tentar ajudar a Guardia Civil.
