Antigo presidente do PSD e comentador televisivo é apontado como um nome a Belém. Na chegada ao 42º Congresso do partido, Marques Mendes vincou uma “semana histórica para o país” com a aprovação quase certa do Orçamento do Estado para 2025
O antigo presidente do PSD, Luís Marques Mendes, recusou revelar se será candidato nas eleições presidenciais de 2026, atirando para o próximo ano uma decisão sobre esta matéria.
Aos jornalistas, à entrada do 42º Congresso do PSD, em Braga, Marques Mendes acabou por definir o atual primeiro-ministro Luís Montenegro como a “surpresa política deste ano”, governando com “maturidade, responsabilidade e enorme sentido de estado”.
Marques Mendes disse registar com “simpatia” que Montenegro tivesse reconhecido que encaixaria no perfil desejado para um Presidente da República apoiado pelo PSD.
“Quero sublinhar que uma candidatura presidencial é uma decisão individual, pessoal, às vezes quase solitária”, afirmou, destacando depois que a vinda a este congresso em Braga não serviu para vir medir o pulso para a eventual corrida a Belém.
Marques Mendes disse vir por uma razão “afetiva” - “é a minha família política”, com a qual tem uma “dívida de gratidão” -, mas também por uma razão “política”: “Venho para dar um abraço a todo o partido, mas sobretudo a Luís Montenegro, que iniciou um novo ciclo político”, por ser o primeiro social-democrata, em 29 anos, a governar em “tempos de alguma normalidade económica e financeira”, logo com “condições para apresentar e executar o seu projeto”.
Perante o anúncio do socialista Pedro Nuno Santos sobre a intenção de o PS se abster no Orçamento do Estado para 2025, Marques Mendes não deixou de destacar que “esta foi uma semana histórica para o país”. “Evitou-se uma crise política em Portugal. Estão de parabéns os dois líderes políticos com responsabilidades nesta matéria”, disse.
Luís Marques Mendes optou por não discursar no palco do 42º Congresso do PSD.
À entrada da reunião magna social-democrata, questionado sobre possíveis candidatos presidenciais, Montenegro defendeu que o PSD tem tido “pessoas muito habilitadas a poderem corporizar o que é uma análise transversal da sociedade portuguesa, dos desafios do país, para exercer a magistratura da Presidência da República”.
Questionado se é uma coincidência Marques Mendes vir a este congresso, respondeu: “Marques Mendes tem estado sempre nos congressos eletivos e, portanto, creio que manterá essa tradição”.