"Por uma razão de coerência". Marques Mendes anuncia apoio a António José Seguro

22 jan, 19:20
Marques Mendes (MIGUEL A. LOPES/LUSA)

Decisão acontece numa altura em que várias personalidades do PSD e de direita já se juntaram à candidatura de Seguro e dias depois de o próprio ter assumido que não iria endossar o seu apoio

Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e derrotado na primeira volta das eleições presidenciais, anunciou esta quinta-feira o seu apoio a António José Seguro na segunda volta.

“O meu voto nesta nova eleição será em António José Seguro. Por uma razão de coerência. É o único candidato que se aproxima dos valores que sempre defendi: defesa da democracia, garantia do espaço da moderação, respeito pelo propósito de representar todos os portugueses”, justifica o candidato derrotado numa mensagem ao Expresso.

A mudança de opinião acontece quatro dias depois de, na noite de domingo, Marques Mendes ter revelado que não iria endossar o seu apoio a nenhuma candidatura.

"Uma palavra sobre a segunda volta. Primeiro para felicitar os candidatos que passam ao próximo ato eleitoral de 8 de fevereiro. Segundo para dizer que não vou fazer o endosso dos votos que me foram hoje confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas, enquanto candidato que é a única posição que tenho aqui hoje, não sou dono dos votos que em mim foram depositados. Cada um dos que votaram em mim decidirá, na altura própria, de acordo com a sua liberdade e com a sua consciência", referiu horas depois de revelados os resultados.

A decisão acontece numa altura em que várias personalidades do PSD e de direita já se juntaram à candidatura de Seguro. Entre os que manifestaram publicamente apoio estão José Miguel Júdice, mandatário de João Cotrim de Figueiredo, Miguel Poiares Maduro e Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto. Também o mandatário nacional de Marques Mendes, Rui Moreira, ex-autarca do Porto, anunciou desde logo o apoio a Seguro. Já o eurodeputado Sebastião Bugalho, que andou quase sempre com a campanha de Mendes, não se quis pronunciar.

Quanto a João Cotrim de Figueiredo, também disse que não iria apoiar qualquer um dos candidatos, enquanto Henrique Gouveia e Melo indicou apenas que iria fazê-lo mais tarde.

Já o primeiro-ministro Luís Montenegro esclareceu no debate de quinzenal de quarta-feira as razões que o levam a não manifestar apoio a qualquer candidato.

Marques Mendes ficou em quinto lugar nas presidenciais de domingo, com 11,3%, alcançando perto de 640 mil votos.

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