Movimento «salvar o Marítimo» diz que o clube está em «coma profundo»

29 set, 17:05
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Grupo de sócios entregou assinaturas para a marcação de uma assembleia geral extraordinária

O movimento «Salvar o Marítimo», composto por sócios do emblema madeirense, entregou esta quinta-feira assinaturas na secretaria do clube para convocatória de uma assembleia geral (AG) extraordinária para pedir esclarecimentos.

O movimento promovido por quatro sócios convocou os órgãos de comunicação social, junto à estátua de homenagem do jogador do Marítimo, que se encontra no Almirante Reis, na baixa do Funchal, o berço do emblema centenário, após a entrega de um documento com 64 assinaturas (o mínimo exigido é meia centena) para proceder ao pedido de uma AG extraordinária.

«Foram entregues assinaturas hoje de manhã para a convocatória de uma assembleia geral extraordinária que servirá para pedirmos esclarecimentos à atual direção do Club Sport Marítimo. A escolha deste lugar é simbólica, porque foi neste preciso lugar que há uns meses o atual presidente da direção lançou o seu programa para liderar o clube, que ao cabo de alguns meses, diria mesmo, que está em coma profundo», começou por explicar o líder do movimento, Miguel Caires. 

Ainda segundo o conhecido empresário madeirense, o movimento «Salvar o Marítimo» «é composto por uma larga falange de apoiantes e de sócios preocupados com aquilo que se passa ao dia de hoje no clube», que ocupa a última posição da I Liga, sem pontos somados nas sete jornadas já disputadas.

Quando questionado sobre se AG extraordinária tinha como objetivo levar a eleições antecipadas ou apenas esclarecimentos, Miguel Caires garantiu que servirá para discutir a atualidade do clube, sublinhando que não podem escudar-se «em leituras do foro jurídico para não prestar declarações aos sócios, porque os sócios é que são os donos do clube, mais ninguém», aludindo à resposta da direção dada, na quarta-feira, à lista de questões colocadas pelo movimento em 18 de setembro último.

Miguel Caires admitiu que já equaciona a possibilidade de se candidatar à presidência do clube e, que se assim acontecer, será para «tornar o Marítimo o mais forte que conseguir, porque não pode estar onde está hoje e onde esteve nos últimos anos, mas sim, mais acima».

Segundo Egídio Carreira, um dos sócios que integra o «Salvar o Marítimo», o objetivo do movimento passa por «travar a espiral de queda», reforçando que «seria uma tragédia a descida à II Divisão e um rombo naquilo que é a autonomia da Madeira».

O mesmo explicou que a assembleia geral extraordinária requerida tem uma ordem de trabalhos assente em dois pontos. «O primeiro ponto é a análise da situação não só do futebol profissional, mas das modalidades em geral e do ponto de vista administrativo e financeiro do clube, que é uma situação dramática. O ponto número dois propôs a destituição dos órgãos sociais. Entendemos que os atuais órgãos sociais do Marítimo, em particular o senhor presidente, já não têm condições para gerirem o clube em estabilidade e evitar a tragédia que seria a descida para a segunda divisão», frisou.

O Marítimo, último classificado, sem pontos somados, recebe na segunda-feira (20h15) o Casa Pia que se encontra na sexta posição, com 14 pontos, em jogo da 8.ª jornada da Liga. «Este movimento quer o Marítimo forte, mas sabe muito bem da importância do próximo jogo, portanto, esta foi a nossa última intervenção até à próxima terça-feira. Estamos todos focados em dar estabilidade, equilíbrio e energia que a equipa vai precisar para segunda-feira e espero que estejamos a festejar os primeiros três pontos, ao oitavo jogo, infelizmente», finalizou Miguel Caires, líder do movimento.

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