Cheias causaram 3.326 ocorrências em quatro dias e estão a aumentar

4 fev, 13:19
"50.8% das ocorrências destes últimos dias são noturnas"


 

Proteção Civil fez o ponto de situação da passagem da depressão Leonardo

A Proteção Civil fez o ponto de situação sobre o mau tempo, com Mário Silvestre, comandante nacional a afirmar que "o que vamos tendo é a manutenção deste quadro depressivo de precipitação persistente e vento forte".

"Teremos períodos de chuva e aguaceiros persistentes e, por vezes, fortes, sobretudo nas regiões centro e sul e, também, associado a isto, vento forte e agitação marítima. Situação, obviamente, agravada nos locais em que tivemos o impacto da depressão Kristin", explicou, referindo que a situação se vai manter até dia 8.

O comandante adiantou que por causa deste cenário vai ser mantido "o pré-posicionamento de meios da Proteção Civil", e alertou para a subida dos caudais "do rio Vouga, do rio Águeda, do rio Mondego, do rio Lis, do rio Tejo, do rio Sorraia e do rio Sado, do rio Lima, do Cávado, do Ave, do Douro e do Tâmega".

O nível 4 de empenhamento vai manter-se até sexta-feira, que poderá ser mantido para o fim de semana.

"Estamos em nível 4 de empenhamento e vamos mantê-lo até a sexta-feira que vem e será reavaliado nessa altura para perceber para o fim de semana qual é o nível de empenhamento que iremos manter. Em princípio, iremos manter para o fim de semana exatamente o mesmo nível de empenhamento, ou seja, o nível de empenhamento nível 4", adiantou.

Segundo a Proteção Civil, desde o dia 1 até ao dia 4, 3.326 ocorrências relacionadas com as cheias, com 11.444 operacionais e 4.575 meios terrestres no terreno.

"As ocorrências de inundações estão a aumentar", alertou.

Mário Silvestre abordou ainda a sua ausência durante a passagem da depressão Kristin por Portugal, que foi noticiada pela revista Sábado, 

"Não havia no domingo absolutamente nada que indicasse o fenómeno que viemos a ter na quarta-feira", explicou Mário Silvestre, justificando a sua viagem para formação em Bruxelas durante a tempestade.

O comandante nacional da Proteção Civil diz ainda que "nada deixou de ser feito perante a minha ausência" e que "não teria existido nenhuma medida para além das que foram tomadas".

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