Presidente italiano não aceita demissão de Mario Draghi

14 jul, 19:29
Mario Draghi questiona se a paz pode ser trocada por gás

Mario Draghi apresentou a sua demissão após ter entrado em rotura com o Movimento 5 Estrelas, o partido da coligação

O presidente italiano rejeitou o pedido de demissão do primeiro-ministro, Mario Draghi, e pediu-lhe que fale ao parlamento para conseguir ter uma "perceção clara sobre a situação política", segundo um comunicado publicado esta quinta-feira pelo gabinete de Sergio Mattarella.

Mattarella "convidou o primeiro-ministro a aparecer diante do Parlamento para fazer uma declaração", segundo a nota do palácio presidencial, que indica que só assim Draghi poderá ver "se tem a maioria necessária para continuar no poder até ao final do mandato, na primavera de 2023".

Mario Draghi apresentou o seu pedido de demissão esta quinta-feira depois de ter sobrevivido a uma moção de confiança ao Governo. No entanto, o facto de todos os senadores do partido Movimento 5 Estrelas, da coligação governamental, terem faltado à votação levou o primeiro-ministro, que tomou posse em fevereiro de 2021, a concluir que o seu executivo tinha perdido as bases de apoio.

A rutura entre o antigo chefe do Banco Central Europeu e o partido da coligação foi ampliada após a votação de um projeto-lei para fazer face ao aumento do custo de vida em Itália e que mereceu um chumbo do Movimento populista. Depois da votação, que até foi aprovada no Senado, Draghi disse que "o pacto de confiança subjacente ao governo falhou".

"Nos últimos dias tem havido o maior empenho da minha parte em continuar no caminho comum, tentando também satisfazer as necessidades que me têm sido apresentadas pelas forças políticas", disse Draghi, acrescentando que, "como é evidente no debate e votação no parlamento, este esforço não foi suficiente".

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