Antigo governador do Banco de Portugal abordou vários responsáveis europeus e membros do Governo nas últimas semanas para dar conta da sua disponibilidade
Mário Centeno anunciou esta quinta-feira que vai candidatar-se ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Em declarações ao ECO, Mário Centeno explica que foi "incentivado por contactos europeus" quando ainda exercia funções de governador do Banco de Portugal.
“Incentivado por contactos europeus mantidos durante o período em que exerci funções como Governador do Banco de Portugal, manifestei junto dos líderes europeus a minha disponibilidade para me candidatar ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu, em que mantive informado o Governo português“, revela Centeno, em declarações ao ECO.
A candidatura será formalizada amanhã pelo Governo, adianta o ex-governador do Banco de Portugal, assumindo-se "motivado e qualificado" para o cargo. "Após mais de três décadas no Banco de Portugal e perto de dez anos em funções de representação na União Europeia, incluindo enquanto Presidente do Eurogrupo, a possibilidade de assumir o cargo de vice-presidente do BCE representa um desafio para o qual me sinto motivado e qualificado."
Em dezembro passado, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha informado, em entrevista à Bloomberg a partir de Bruxelas, que Mário Centeno era "um possível candidato" na corrida para vice-presidente do BCE e sublinhou o Governo “irá apoiar qualquer português para esta posição ou qualquer outra posição”.
Já são conhecidos vários candidatos ao lugar disputado por Mário Centeno, como o finlandês Olli Rehn, governador do Banco Central da Croácia, o estoniano Madis Müller, governador do Banco Central da Estónia, o croata Boris Vujcic, governador do Banco Central da Croácia, o letão Mārtiņš Kazāks, governador do Banco Central da Letónia, e o lituano Rimantas Šadžius, ex-ministro das Finanças.
Na corrida para a presidência do BCE, o ex-governador do Banco Central Espanhol, Pablo Hernández de Cos, e o seu homólogo neerlandês, Klaas Knot, são os candidatos preferidos dos economistas europeus, segundo uma sondagem do Financial Times.