"Não vamos deixar de fazer as festas desta maneira". Marinhais não se arrepende do fogo de artifício e até elogia Comissão de Festas

4 ago 2025, 13:13

Em causa o facto de a Comissão de Festas ter antecipado o fogo de artifício em meia hora para fugir à proibição do Governo

Comentários desativados e sem vestígios de arrependimento pela decisão tomada. Depois de se tornarem virais pela decisão de antecipar o fogo de artifício, as festas de Marinhais, em Salvaterra de Magos, distrito de Santarém, decidiram limitar os comentários nas publicações no Facebook, mas sem apagar a publicação.

O fogo de artifício nas Festas de Marinhais foi antecipado 30 minutos, para as 23:30, para fugir à proibição do Governo - que colocou o país em situação de alerta e proibiu, a partir da meia-noite de domingo e até quinta-feira, qualquer atividade que represente risco de incêndio, o que inclui o fogo de artifício, o que gerou forte polémica na internet.

Ora depois de ter contornado as regras, a Comissão de Festas de Marinhais foi defendida pela população e pelo presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, numa publicação partilhada pela própria Comissão de Festas. 

Em declarações à CNN Portugal, os habitantes de Marinhais apoiam a decisão da Comissão de Festas, criticando "as pessoas que não percebem as regras do bom viver e querem o mal-estar das pessoas" e defendendo que "é muito dinheiro que está em jogo" e que, por isso "fizeram muito bem" em antecipar, assim como em "avisar a população do que ia acontecer" até porque "estava uma noite agradável".

"É uma tradição da terra. Se não houvesse fogo, a população não ficava assim muito satisfeita", afirmou um dos moradores. Já outro lembrou que naquela terra existe "uma coisa diferente das outras zonas", ou seja "não há muito mato em volta" nem "pinhais aqui perto".

Uma opinião corroborada pela vice-presidente da Junta de Freguesia de Marinhais que não tem problemas em assumir que o fogo de artifício foi lançado antes da hora em que o país entrou em situação de alerta para que corresse tudo dentro da legalidade

"A posição é de total apoio à Comissão de Festas porque tudo foi feito dentro da legalidade, cumprindo tudo o que era necessário pela Proteção Civil, cumpriu-se mandar o fogo antes da hora prevista para não incorrer em nenhuma ilegalidade e nós estamos numa zona onde não existe mato, floresta, podemos lançar fogo porque nunca em 57 anos que eu vivo nesta terra nunca houve um fogo gerado pelas festas ou pela comissão de festas", afirmou Honorina Pinto.

Segundo a vice-presidente, a tradição é para manter e Marinhais não vai deixar de festejar com fogo de artifício.

"A tradição é para manter. As nossas festas são sempre em agosto e há anos lançou-se o fogo um dia mais tarde por essa situação ocorrer, mas tudo esteve controlado e tudo correu bem. Não vamos deixar de fazer as festas desta maneira."

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