Marine Rousseau e Marc Ballagriga estão indiciados pelos crimes de exposição ou abandono e ofensa à integridade física agravada
O juiz presidente do Tribunal de Setúbal, juiz desembargador António Fialho, justifica a medida de coação de prisão preventiva para Marine Rousseau e Marc Ballagriga, mãe e padrasto das duas crianças francesas abandonadas em Alcácer do Sal, com “as exigências cautelares do caso”. Numa nota à comunicação social, o Tribunal da Comarca de Setúbal especifica “perigo de fuga, perigo de perturbação do processo, perigo de continuação da atividade criminosa e perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas”, como as razões que conduziram à decisão.
“O tribunal entendeu que outras medidas de coação seriam inadequadas ou insuficientes para acautelar estes perigos”, pode ler-se.
O tribunal diz que “validou as detenções dos arguidos Marine Noëlle Paulette Rousseau e Marc Rene Michel Ballagriga, efetuadas fora de flagrante delito”. “Após primeiro interrogatório judicial, foi determinado que ambos aguardem os ulteriores termos do processo sujeitos a termo de identidade e residência e à medida de coação de prisão preventiva”, acrescenta a nota do tribunal.
Quanto aos crimes imputados a cada um dos suspeitos, o tribunal considerou a mãe dos menores “fortemente indiciada, relativamente à arguida Marine Rousseau, a prática de dois crimes de exposição ou abandono agravado”. “Relativamente ao arguido Marc Ballagriga, o tribunal considerou fortemente indiciada a prática de dois crimes de exposição ou abandono e de um crime de ofensa à integridade física qualificada”, sublinha, não especificado quem foi a vítima dessa ofensa à integridade física. A CNN Portugal sabe que a vítima da ofensa à integridade física foi uma das crianças.
