Portugal está longe de atingir “linhas vermelhas” no SNS, diz Governo

Agência Lusa , CM
2 dez 2021, 14:00

Mariana Vieira da Silva diz que, para já, as medidas que entraram em vigor a 1 de dezembro "são as necessárias"

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O Governo considerou, nesta quinta-feira, que, apesar do gradual aumento da incidência da covid-19 em Portugal, o país está ainda longe de atingir as “linhas vermelhas” no Serviço Nacional de Saúde, designadamente no que respeita a internados em cuidados intensivos.

Esta posição foi transmitida pela ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no final da reunião do Conselho de Ministros, numa conferência de imprensa em que afastou, pelo menos a curto prazo, novas medidas restritivas para o combate à pandemia.

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“Julgamos que as medidas que entraram em vigor ontem [na quarta-feira] são as necessárias”, afirmou Mariana Vieira da Silva, elogiando depois o grau de cumprimento verificado em relação a essas novas medidas, assim como o número recorde de testes realizados em Portugal.

Mariana Vieira da Silva informou que não está prevista para breve nova reunião com peritos no Infarmed sobre a situação epidemiológica, salientando que a expectativa é de que não se repita a vaga grave de covid-19 de janeiro passado.

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“A reunião do Infarmed que se realizou há duas semanas visou precisamente planear um conjunto de medidas que deviam vigorar até ao mês de janeiro”, respondeu.

Caso haja uma evolução do número de casos de covid-19 que desvie dos cenários apresentados pelos peritos, então, nessa situação, segundo Mariana Vieira da Silva, “o Governo não hesitará em agendar uma reunião”.

Expectativa é ficar longe do pico de janeiro

Já sobre as recentes declarações proferidas pela diretora geral da Saúde, Mariana Vieira da Silva frisou que, nessas mesmas declarações, Graça Freitas “referiu-se a uma duplicação de casos de covid-19 até ao Natal em termos de média de semana”.

“A média semanal é bastante inferior aos números de quarta-feira. Desde setembro que é muito claro aquilo que procuramos: Garantir a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS). É para isso que serve o relatório com as linhas vermelhas sobre a evolução da covid-19”, disse.

A ministra de Estado e da Presidência deixou depois, neste contexto, a seguinte mensagem: “Continuamos a funcionar num âmbito de tranquilidade no SNS. A nossa expectativa é que não se repita janeiro de 2021 em janeiro de 2022”.

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