A bordo vão ativistas pró-Palestina, incluindo Greta Thunberg e três portugueses
A flotilha que partiu no domingo para Gaza teve de regressar ao porto de Barcelona devido a uma tempestade na costa catalã. A bordo segue ajuda humanitária e ativistas pró-Palestina, incluindo a ativista climática Greta Thunberg e três portugueses - a deputada única do BE, Mariana Mortágua, a atriz e modelo Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte.
"Realizámos um teste marítimo e depois regressámos ao porto para deixar a tempestade passar. Isto significou adiar a nossa partida para evitar riscos com os barcos mais pequenos", refere um comunicado da Global Sumud Flotilla Mission, acrescentando que os ventos atingiram cerca de 56 km/h.
A organização aproveitou o que descreve como “paragem técnica” para fazer ajustes finais nas dezenas de barcos que compõem a flotilha.
As embarcações partiram às 15:00 de domingo e deviam fazer uma paragem na Tunísia esta quinta-feira. Tiveram de regressar na noite de domingo, mas a intenção é que voltem a partir já na tarde desta segunda-feira, de acordo com o El País.
A flotilha de ajuda humanitária, também conhecida como a Flotilha da Liberdade, tem como objetivo quebrar o bloqueio naval de Israel e entregar alimentos e outros bens em Gaza, devastada por quase dois anos da ofensiva israelita.
Telavive justifica o bloqueio naval como necessário para impedir o contrabando de armas para o grupo terrorista Hamas. Israel vê as tentativas de quebrar esse bloqueio, incluindo uma em que participou Greta Thunberg em junho, como uma manobra de propaganda e de apoio ao Hamas.
Desde 2008, partiram cerca de meia centena de flotilhas rumo a Gaza, das quais apenas as cinco primeiras conseguiram chegar ao destino. Em 2010, foi oficialmente fundado o movimento Freedom Flotilla, que nesta ocasião passou a chamar-se Global Sumud Flotilla. A palavra sumud traduz-se do árabe como “persistência” ou “perseverança constante”, razão pela qual decidiram dar este nome à missão.