Mariana Leitão lembra que pediu a demissão de Maria Lúcia Amaral há cinco dias, considerando que não tinha condições para continuar no cargo após ter demonstrado um "completo desnorte" na gestão da crise causada pelo mau tempo
A presidente da Iniciativa Liberal defende que a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, peca por tardia e insta o Governo a "enfrentar esta pasta com competência e capacidade de comunicação em situação de crise".
"Há cinco dias. Foram cinco dias que se perderam. O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já", pode ler-se, numa mensagem de Mariana Leitão na rede social X.
Há 5 dias. Foram 5 dias que se perderam. O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já. pic.twitter.com/qaDFWhguIh
— Mariana Leitão (@marianalqcl) February 10, 2026
Na semana passada, Mariana Leitão defendeu a saída de Maria Lúcia Amaral do Governo em entrevista ao canal Now, sublinhando que a ministra não tinha condições para continuar no cargo após ter demonstrado um "completo desnorte" na gestão da crise causada pelo mau tempo.
Maria Lúcia Amaral pediu a demissão e o Presidente da República aceitou-a, segundo uma nota oficial divulgada esta noite.
O comunicado explicita que será o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que "assumirá transitoriamente as respetivas competências", logo que a exoneração se torne efetiva.
Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 5 de junho de 2025 e também a primeira demissão de um ministro nos dois Executivos.
A demissão da ministra da Administração Interna acontece na véspera do debate quinzenal no Parlamento na quarta-feira, que deverá ficar marcado pela atuação do Governo na resposta às consequências do mau tempo que causou 15 mortes em Portugal nas últimas duas semanas.
Com parte do país (68 concelhos) em situação de calamidade até domingo, Luís Montenegro responderá pela primeira vez na Assembleia da República à oposição, que criticou a atuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem precisamente a demissão da ministra da Administração Interna.